Capital Intelectual e Gestão do Conhecimento

Páginas: 14 (3436 palavras) Publicado: 8 de outubro de 2013
1.Introdução

A complexidade mercadológica está obrigando as empresas a eliminarem os modelos gestoriais criados em décadas passadas, quando o ambiente era estável e previsível. Na verdade, mudanças sempre existiram porém, hoje as mudanças são constantes e a velocidade em que elas ocorrem é cada vez mais rápida.
Segundo Peter Drucker, a atual regra dos negócios é estarmos preparados paracompetir com competência, mesmo porque o passado não mais vai se repetir.
O sucesso de ontem já não garante mais o sucesso de hoje e conseqüentemente não sustentará o sucesso de amanhã.
Como afirma RUIZ (2004), os processos de liderança tradicionais, estruturas hierarquizadas rígidas, sistemas de informações verticalizados, métodos educacionais clássicos, motivação através de premiações etc., nãoapresentam mais resultados satisfatórios, pois o nível de competitividade empresarial requer total engajamento dos membros das organizações, na busca da inovação, da agregação de valor ao cliente e de resultados para os acionistas e controladores.

Este engajamento tornou-se tarefa difícil, pois ao longo das últimas décadas, as empresas cada vez mais investem em treinamentos técnicos evivenciais, sistemas de informações, programas de racionalização de processos, novos equipamentos etc., e em muitos casos, não obtendo os benefícios esperados.

Aprender é um requisito fundamental para a existência sustentada, para pessoas e para organizações.
Parece não haver dúvidas sobre isto, principalmente num ambiente onde dados e informações fluem com muita velocidade.
Conhecimento depende dacapacidade de aprender e este conceito - aprendizagem, historicamente muito discutido e atualmente retomado com grande intensidade, é hoje um dos grandes pilares do desenvolvimento organizacional e individual.
Ao lado da aprendizagem individual caminham as discussões sobre "aprendizagem organizacional".
De certa forma, conseguimos localizar e quantificar a aprendizagem numa pessoa. Poderíamosfazer o mesmo em relação às organizações? É possível existir uma "organização" que aprende?

A maioria dos atuais Diretores, Gerentes, Supervisores e demais profissionais experientes, foram doutrinados e exigidos sobre diferentes técnicas, comportamentos, metodologias, valores, crenças etc., que não mais atendem às exigências mercadológicas.

As entidades de ensino buscam novas metodologiaspara integrar de forma permanente e atualizada, a teoria e a prática.

O processo clássico de ensino e aprendizagem (estuda-se na escola e pratica-se na empresa), não proporciona o equilíbrio desejado, pois a velocidade imposta pelo mercado, transformou o ciclo de aprendizado tradicional: agora todos são eternos aprendizes.
Desta forma, ocorreu um choque direto entre a cultura acadêmica e oambiente profissional.

Hoje, qualquer profissional, necessita de diversas informações e conhecimentos não contemplados no currículo escolar. Por exemplo, um engenheiro necessita hoje, além do conhecimento técnico e do domínio de uma língua estrangeira, conhecimentos nas áreas de tecnologia, marketing, finanças e recursos humanos para atuar de forma independente e com sucesso na sua profissão.Nos últimos sete anos, presenciamos o esforço efetuado pelas Instituições de Ensino no lançamento de cursos de Pós-Graduação.

Foram criados diferentes cursos nas áreas de Gestão, Tecnologia, Logística, Finanças etc., voltados para segmentos profissionais específicos (médicos, advogados, engenheiros, etc.).

Mas, infelizmente, a maioria dos cursos não proporciona (e em muitos casos nãoproporcionarão) o efeito esperado, pois as grades curriculares, apesar de contemplarem temas e assuntos importantes, somente contribuem, majoritariamente, para uma fase do ciclo do conhecimento, a da Aquisição, pouco ou nada contemplando as fases seguintes, de Utilização e de Disseminação desse conhecimento.

Neste momento, a distância entre a teoria e a prática aumenta, pois a mensuração das...
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