Boa fé objetiva

Páginas: 7 (1617 palavras) Publicado: 5 de outubro de 2014
FRANCIS WOLFF. As quatro concepções do homem, A condição humana: As aventuras do homem em tempos de mutações (pp. 37-73). Organizador Adauto Novaes. Tradução Yves Bergougnoux.
Por: Maria Coelho Rosa Nôvo
Estudante de Bacharelado Interdiciplinar em Humanidades, UFBA.

Professor de Filosofia na Universidade de Paris X e pensador, Francis Wolff escreveu inúmeros livros, entre eles,Aristóteles e a Política, publicada em 1997. Ele tinha como principal alvo o estudo do homem, como no seu texto As quatro concepções do homem, em que ele discorre sobre o tema “definição do homem” sob diferentes ângulos.
O livro que contém o texto de Wolff, A condição humana: As aventuras do homem em tempos de mutação, traz à tona o questionamento da condição humana. Para o Organizador Adauto Novaes,vivemos em um momento de transição, ao qual as regras e conceitos que conhecemos não se aplicam, abrindo espaço assim para a analise dos questionamentos de vários âmbitos.
Na parte introdução do texto, o autor cita Kant como indagador de três perguntas ditas fundamentais para o homem se fazer: “O que devo fazer?” (questão prática ou moral), “o que posso saber?” (questão teórica ou especulativa), “o queposso esperar?” (pergunta metafisica e religiosa), e a mais indagadora e chave para todas elas: “o que é o homem?”. E é a partir dela que se pode responder a todas as outras. Portanto, ele destaca que não é preciso analisar toda e qualquer concepção sobre o homem, e sim, quatro delas: a concepção antiga, a concepção clássica, o homem das “ciências humanas” e o homem - ser natural entre outro;concepções importantes pela sua teoria na historia das ciências e pela sua dimensão prática, moral e política.
A primeira concepção citada pelo autor é a antiga, em que Aristoteles elaborou uma teoria que foi muito influente em toda historia do pensamento sobre a definição do homem a resposta para a problemática é: um ser vivo, ou como define ele, zôom, que é comumente traduzida por “animal”, mas amelhor traduzindo, “aquele que tem vida”, zôè. Teoria verídica, porém, incompleta, pois nem todos serem vivos são homens.
A parte I (concepção antiga) tenta distinguir os homens do demais seres vivos, que tal chamada “diferença especifica” . Porém, além de todo conhecimento do pensador Aristoteles sobre o “animal racional”, como ele chamava o homem , é muito mais fácil caracteriza-lo do quedefinir a sua essência.
Surge uma implicação, já que se afirmarmos que os homens são genericamente seres vivos, zôa, fica subentendido que os deuses (importais) também se enquadram nos mesmos. Contudo, os antigos em geral e Aristoteles subdividem o grupo três: os animais, os homens e os deuses. O que distingue os animais dos homens seria a razão, que ele chama de logus - que seria tanto a linguagem(capacidade de se comunicar) quanto a razão (capacidade de raciocinar) (WOLFF, p.40).
Apesar de tudo, os homem continua pertencendo ao gênero “animal”, contudo, apresentando características singulares como a de que para “viver bem” é necessário coexistir por razões além da de sobrevivência, mas pela sensação de bem estar dentro da comunidade em que ele se encontra. E a chamada teoria aristotélica,em que é preciso categorizar as coisas, que sustentou a zoologia e sua classificação sistemática ate Buffon, século XVIII.
A concepção antiga se trata então da hierarquização e classificação dos seres a partir do lugar e a função dele no universo. Colocando os deuses como topo desse ranking, por serem considerados imortais. E o que difere o homem dos deuses e dos animais é a sua essência, quefoge das explicações logicas.
Seguindo toda essa teoria, o texto trás a concepção clássica (parte II), que apesar de todas as revoluções (inclusive a do cristianismo), continua sendo sustentada pela ideia do homem como “animal racional”, porém, se reinventando no termo do “dogma da encarnação”. Toda essa ideia foi rebatida e repensada a partir de Galileu e Decartes (pais da física moderna), em...
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