O uso do crack: um problema social restrito às metrópolis? crack- o retrato de uma epidemia nacional

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  • Publicado : 14 de novembro de 2012
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 3


2 DESENVOLVIMENTO 4


3 CONCLUSÃO 8


REFERÊNCIAS 9



Crack- o retrato de uma epidemia nacional

O crack por ser uma droga acessível e de baixo custo disseminou-se rapidamente entre a população de rua, restringindo-se inicialmente às classes muito pobres.
Subproduto da cocaína, os seus efeitos no organismo do viciado sãodevastadores, em sua composição há bicarbonato de sódio, amônia, dentre outras substâncias altamente tóxicas.
O crack causa a destruição dos neurônios, degeneração muscular e aspecto esquelético aos usuários. É uma droga altamente viciável e potencialmente mortal.
Nos últimos anos o consumo desta droga aumentou exponencialmente e só não se tornou maior devido à morte rápida que os seus usuáriosexperimentam, fator este, que coloca o crack como uma das drogas mais agressivas da atualidade.
Segundo estudo dos pesquisadores Solange Nappo e Lúcio Garcia de Oliveira, ambos da Universidade Federal de são Paulo (Unifesp), o primeiro relato do uso do crack em São Paulo aconteceu em 1989. Dois anos depois, em 1991, houve a primeira apreensão da droga, que avançou rapidamente: de 204 registros deapreensões em 1993 para 1.906 casos em 1995. “Para popularizar o crack e aquecer as vendas, os traficantes esgotavam as reservas de outras drogas nos pontos de distribuição, disponibilizando apenas as pedras”. Logo, diante da falta de alternativas, os usuários foram obrigados a optar e aderir ao uso.
Hoje, a droga está presente nos principais centros urbanos do País. Os dados mais recentes sobre oconsumo do crack estão sendo coletados e indicarão as principais regiões afetadas, bem como o perfil do usuário. Segundo, no entanto, pesquisa domiciliar realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, em parceria com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2005, 0,1% da população brasileira consumia a droga.
Os governantes, até então inertes àproblemática do uso do crack, pois acreditavam que o seu consumo estivesse restrito apenas aos miseráveis e esquecidos pela sociedade se viram alarmados e começaram a buscar soluções para estancar o aumento do número de viciados, inclusive entre as classes sociais mais privilegiadas.
Diante deste quadro a sociedade passou a cobrar soluções, e, em maio do ano de 2010, o governo instituiu umplano que previa ações entre saúde, assistência social, educação e segurança pública, a fim de conter o avanço e as consequências advindas do uso do crack. Quase dois anos mais tarde, foi constatada a ineficiência do decreto sancionado em 2010, pois o consumo do referido entorpecente continua avançando,conquistando territórios cada vez maiores, galgando as altas classes sociais, deixando oficialmentede ser droga de miseráveis para tornar-se problema de saúde pública. Hoje podemos afirmar que o uso do crack tornou-se uma epidemia nacional.
Impossível esquecer a expulsão dos muitos viciados que viviam no espaço denominado “cracolândia”, em São Paulo. Houve apenas a mudança física do espaço dos “zumbis” que lá viviam, pode-se afirmar que a “sujeira” foi varrida para debaixo do tapete, porqueestas pessoas continuaram a se drogar por não terem recebido nenhum tipo de assistência especializada.
Durante algum tempo a mídia passou a exibir reportagens chocantes sobre a devastação causada pelo crack entre seus usuários e familiares. Houve muita comoção, repercussão, o que não houve, entretanto, foi solução, alternativas eficazes para extirpar este câncer social.
Diante do exposto vem oquestionamento sobre o que fazer, a fim de ajudar os drogadiços que naufragam a olhos vistos?
Atualmente o governo federal pretende investir até 2014 um total de R$ 4 bilhões no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. O dinheiro será aplicado em diversas ações de políticas públicas integradas. A responsabilidade também será compartilhada com estados e municípios que terão o...
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