O que leva uma pessoa a cometer crimes e agressões

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  • Publicado : 3 de julho de 2012
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O QUE LEVA UMA PESSOA A COMETER CRIMES E AGRESSÕES?

INTRODUÇÃO:

Falar sobre crimes em nossa época é como procurar discorrer sobre a água da chuva estando sob um temporal. Todo mundo vê o temporal e constata o que ele desencadeia; todo mundo percebe também a sua intensidade. Não é preciso explicá-lo, já que para onde quer que se olhe, a tempestade dos crimes humanos está lá, inundando edestruindo tudo em baixo. A tal ponto, que ninguém hoje mais pressente que houve uma época em que Luz e calor se derramavam por toda a Terra, e os seres humanos trocavam não tiros entre si, mas sentimentos de amor e alegria. Essa época de felicidade, a maior parte da humanidade de hoje sequer merece saber que existiu.


COMPORTAMENTO:

Segundo o italiano Lombroso, algumas pessoas SÃO normais eoutras NASCEM predestinadas a serem criminosas ou "loucas". Na época, esse rígido Determinismo Biológico tentava oferecer ao mundo uma resposta sobre o problema das diferenças pessoais.
Não raramente, a sociedade humana tem grande dificuldade em admitir que essas pessoas pertençam ao mesmo grupo humano ordinário, preferindo-se acreditar que os loucos, tanto quanto os criminosos, são pessoasestranhas e biologicamente diferentes dos homens de bem, de nós mesmos e de nossas famílias.
Depois de muita polêmica, de muita execração do "politicamente incorreto", da repulsa ao determinismo biológico, modernamente ressurge a idéia da influência e importância do fenômeno neuroquímico no mundo psíquico. Assim sendo, tanto a loucura quanto crime, sua conseqüência literária e romântica, passam arepresentar uma interessante categoria de pessoas cuja conduta diferente e indisciplinada pode ser objeto de argüição eminentemente médica.
Falamos propositadamente de forma quase indissolúvel do binômio loucura-crime, procurando lembrar uma parte triste da história humana, onde os insanos e os criminosos eram reclusos juntos nas masmorras. Tanto um quanto outro, eram pessoas que representavam,exatamente, o comportamento desviante, diferente e indisciplinado. Não havia, então, uma maior preocupação científica, social ou simplesmente humana, de examinar a situação pessoal de cada um.
A psicopatologia, nesses últimos 10 anos, adquiriu conhecimentos que correspondem a 90% do que havia sido conhecido em toda história da humanidade em termos de neurofisiologia. Isso, evidentemente, repercute numsubstancial incremento sobre o entendimento acerca da pessoa humana e de seu comportamento.
A despeito desse conhecimento que explodiu na última década, a maioria das pesquisas ou não encontrou uma associação entre doença mental e o risco de cometer crimes de violência, ou encontrou apenas uma discreta associação, estatisticamente não significativa.
Por outro lado, os efeitos de álcool e drogassim estariam associados à violência. Também pessoas portadoras de Transtorno de Personalidade Anti-Social estariam mais propensas ao crime (nem sempre violento e agressivo). Portanto, boa parte das pesquisas não encontrou diferença na prevalência da violência em doentes mentais sem abuso de substâncias, quando comparados com a população geral, sendo que o risco de violência em indivíduos dapopulação geral com abuso de álcool ou drogas foi duas vezes maior do que em pacientes esquizofrênicos sem esse abuso. Finalmente, o maior risco de violência ocorre na combinação de abuso de álcool e/ou drogas com transtorno de personalidade anti-social.
O termo "agressão" possui tantas conotações que, na realidade, perdeu-se e diluiu-se seu significado. Embora seja conveniente conceber a violência e aagressão como processos comportamentais, por não se tratarem de conceitos simples e unitários não poderão ser definidos como tal, permanecendo difíceis de serem analisados isoladamente de outras formas do comportamento motivado.
Guardando inúmeras exceções, a tendência a agressão e a violência poderão ser concebidas como traços de personalidade, como respostas aprendidas no ambiente, como...
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