O principe de maquiavel

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Resenha Vigiar e punir
Luis Eduardo Crosselli:
História da Violência nas Prisões
Autor: Michel pensador e filósofo francês, detêm um acervo conside-rável de trabalhos publicados durante a carreira de escritor. Também exerceu por muitos anos o magistério como catedrático da cadeira de sistemas de pensamento no Collège de France, onde desenvolveu o importante estudo e pesquisa sobre a estruturadas instituições judi-ciais e penitenciárias antigas e modernas.Profundo reconstrutor do pensamento sobre paradigmas das ci-ências sociais, Foucault através de seu estudo científico e com apoio em documentos e textos produziu uma obra de grande envergadura e importância no meio social, filosófico e jurídico, principalmente aos apreciadores da dogmática da ciência penal.Vigiar e Punir é sem dúvidaum tratado histórico sobre a pena enquanto meio de co-erção e suplício, meio de disciplina e aprisionamento do ser humano, revelando a face social e política desta forma de controle social aplicado ao direito e às sociedades de outrora, especialmente naquelas em que perdurou por muitos séculos o regime monár-quico.A obra dividida pelo autor quatro partes, traz a forma de punição típica queperdu-rou até o fim do século XVII e princípio do século XVIII predominantemente na Europa onde o sistema de governo monárquico predominou, pontuando que o castigo da pena aplicado aos condenados travestia-se como um sofrimento físico incessante e brutal aplicado ao corpo dos mesmos. Narra contextos históricos principalmente desenvolvi-dos na França com numerosas maneiras de aplicação de flagelo humano,onde o poder soberano do estado mitigava qualquer forma de expressão dos direitos fundamentais inerentes a própria existência da pessoa enquanto sujeito de direitos.Apenas para exemplificar a crueldade da apenação enquanto retribuição ao mal cau-sado, cita secções de membros seguidas de incêndio aos restos mortais, mutilações de cabeças seguidas de facadas lançadas ao peito, enforcamento seguidode banho em
Revista Liberdades - nº 2 - setembro-dezembro de 2009 caldeira de água fervente, e todas as formas possíveis e imagináveis de tortura e mani-festação do poder sobre os corpos dos condenados.Este método denotava a exortação do suplício, ou como Foucault mesmo definiu “a arte equitativa do sofrimento”, para traduzir a expressão máxima do poder estatal sobre os subordinados (a “economiado poder”, segundo o autor), alimentados pela violência aplicada ao corpo do condenado, como um processo de reconstrução da ordem viola-da naquele instante. Tudo franqueado por um processo criminal sigiloso e inquisitorial, onde nas palavras do insigne pensador, “o saber era privilégio absoluto da acusação”, onde o suplício se propaga enquanto agente do poder.Eis aí a maneira de garantir osistema vigente e legitimá-lo enquanto poder de sub-missão do Estado sobre as massas de populações, sistema, aliás, que não nos parece estranho nos dias atuais, na medida em que continuamos a observar no poder do Es-tado sobre seus cidadãos, a franca estratégia das classes dominantes em dar continui-dade ao processo de ideologia da submissão cuja qual dentre outros elementos sociais, encontra na prisãoum meio de tornar o indivíduo apto à absorção inconteste das clas-ses superiores normalmente amalgamadas às elites do poderio econômico.Segundo os estudos do Ilustre Professor, o corpo do condenado se tornava cosia do rei, sobre a qual o soberano imprimia sua marca e deixava cair os efeitos de seu poder. O povo temeroso e reverencial a este poder enxergava neste simbolismo exponencial, o caráter efunção de prevenção geral negativa da pena, serviam de testemunhas para que o suplício fosse reverenciado por todos. Um martírio corporal que faz refletir ao leitor ao compreender o ser humano da época como verdadeiras massas de manobras a serviço das monarquias reinantes, sobretudo na França, donde colhido pelo autor grande parte dos relatos históricos.Foucault narra a mudança do paradigma do...
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