O pardo de maria parda

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1152 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 10 de janeiro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Dr. Geraldo Veloso
Professora: Walquiria
Aluna:

O Pranto da Maria Parda
(Gil Vicente)

Introdução

O Pranto de Maria Parda é uma das Melhores peças de Gil Vicente. Ele retratou a realidade das classes pobres de Lisboa, no Século XVI. Gil Vicente procurouRevelar a vivência dos negros e mestiços chegados e nascidos na metrópole, calcula-se que perfaziam 10% da população de Lisboa. Muitos eram alcoólatras, E eram deprimidos pela subvida serviçal e sem perspectivas de futuro a que estavam votados. Vêm-se canalizados na figura literária de Maria, perspicaz e corrosiva observadora da sociedade, amante do vinho carrascão. Quando se viu defronte de atrevidamestiça, da base da pirâmide social, para mais mulher, mais a mais sexualmente livre, assumirem, entre canadas de vinho, uma das mais lúcidas e desesperançadas críticas à sociedade dos "fumos da Índia”. Uma criatura parda perdida e deambulando com desespero na solidão, procurando uma voz que não responde.Desenvolvimento

Pouco se sabe sobre a vida de Gil Vicente, autor de varias obras. Ele teria nascido por volta de 1465, em Guimarães ou em outro lugar na região da Beira. Casado duas vezes, teve cinco filhos, incluindo Paula e Luís Vicente, que organizou a primeira compilação das suas obras. Ao longo de mais de três décadas, Gil Vicente foium dos principais animadores dos serões da corte, escrevendo, encenando e até representando mais de quarenta autos. Gil Vicente foi considerado um autor de transição entre a Idade Média e o Renascimento. A estrutura das suas peças e muitos dos temas tratados foram desenvolvidos a partir do teatro medieval, defendendo, por exemplo, valores religiosos. No entanto, alguns apontam já para umaconcepção humanista, assumindo posições críticas. Gil Vicente vai muito além daquilo que, antes dele, se fazia em Portugal. Revela um gênio dramático capaz de encontrar soluções técnicas à medida das necessidades. Depois de quase quinhentos anos, alguns passos do genial escritor português Gil Vicente permanecem ininteligíveis para o espectador e o leitor do século XXI e entre estes fragmentos obscuros queprecisam de ser explicados encontram-se os provérbios.1 Para o leitor de hoje que queira compreender o que diziam as personagens de Gil Vicente torna-se absolutamente necessário identificar e compreender o significado e sentido dos provérbios. Sob o rótulo de provérbio -as parémias mais usuais na lengua-, entende-se uma fórmula, sentenciosa, completa, independente, breve, tida como de uso comum,que exprime, muitas vezes de modo metafórico, um pensamento, um preceito, uma regra moral ou social. As frases proverbiais são outro tipo de parémias, outro tipo de fórmulas diferentes em aspectos ideológicos e formais aos provérbios; o seu uso na língua tem o carácter de uma citação2. Podemos encontrar em Gil Vicente, além disso, expressões com metáforas proverbiais e pseudo-provérbios. O Prantode Maria Parda contém diferentes parémias: vários provérbios, uma frase proverbial y expressões com metáforas proverbiais; na nossa opinião esta obra de Gil Vicente não contém versos proverbializados ou pseudo-provérbios pois nos catorze microtextos que analisamos cremos ter encontrado a voz popular que originou o verso do poeta. Os vicentistas valoram a mestria de Gil Vicente tanto no estilo cultocomo no estilo popular, mas reconhecem nele uma predisposição natural para o estilo popular3. No vasto repertório de obras vicentinas- produzidas entre 1502 ( Monólogo do Vaqueiro ou Visitação ) e 1536 (Floresta de Enganos)-, encontramos costumes, superstições, provérbios, contos, romances etc., material folclórico espalhado que mostra que no teatro vicentino, tal como no teatro clássico...
tracking img