O mundo do trabalho no breve sec xx

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O MUNDO DO TRABALHO NO BREVE SECULO XX


Prof. Antonio Figueiredo
Psicologia do Trabalho
Universidade Estácio de Sá


Introdução:



A partir das mudanças ocorridas no mundo após a crise do capitalismo iniciada na década de 70 do século XX, busca-se contextualizar nos anos 90, o surgimento do espaço público não estatal, também chamadoterceiro setor e sua atuação na execução das políticas de educação através de projetos sociais, assim como identificar os atores sociais envolvidos e produzidos, na perspectiva das políticas públicas vigentes, como resultado do panorama histórico e da mudança no mundo do trabalho que se passa a descrever.
A crise do capitalismo a partir de 1973 deflagrada com a crise do petróleo inicia uma novafase na economia mundial, e os vinte anos que se seguem, configuram mudanças estruturais naquilo que vinha sendo praticado até então (HOBSBAWM, 1995).
Segundo o autor, no inicio do período denominado década da crise (1970-1980) ainda não se vislumbravam as reais dimensões do problema, que não eram conjunturais como se pensava, mas sim estruturais, abalando as fundações do modelo capitalistapraticado até então.
Esta crise não era conhecida em sua dimensão global, mas pensada como “recessão”, em outras palavras, era somente uma baixa na atividade econômica em sua forma conjuntural, apenas setorial. Evitou-se não comparar a crise com a grande depressão da década de 30, embora naquele momento, dizia-se que aquela era a pior crise vivida nos últimos 50 anos.
O modelo praticadoantes da crise era a Política econômica Keynesiana [1] , que tinha como base a intervenção do Estado na economia através da política de pleno emprego e do Estado de bem estar social (Welfare State) cujas características eram a institucionalização das políticas sociais e relações de trabalho baseadas no padrão de acumulação fordista[2].
Somente em meados da década de 80, foi constatado quenão se vivia uma recessão setorial, pois a questão global atingia o mundo capitalista de forma geral.
Aproveitando o visível fracasso do modelo capitalista keynesiano, foram implementando-se lentamente na economia mundial, outros discursos ideológicos, baseados no liberalismo, como pode ser constatado com a premiação de dois economistas com o Nobel de economia em 1974 e 1976: Friedrich VonHayek[3] , e Milton Friedman[4] respectivamente.
A discussão entre liberais e keynesianos foi ficando acirrada. “Os dois lados apresentavam argumentos econômicos” afirma Hobsbawm, (1995, p.399). Os keynesianos pregavam que o estado de bem estar social criara a demanda de consumo e que fomentar mais a demanda era a melhor maneira de lidar com a crise. Os liberais[5] diziam que a políticakeynesiana impedia o controle da inflação e os cortes nos custos, tanto no governo quanto nas empresas privadas, eram obstáculos para o lucro, verdadeiro motor do crescimento econômico.
A partir do final da década de 80, era urgente que se implementasse uma nova perspectiva para modo de produção capitalista de corte keynesiano O primeiro governo ocidental democrático a inspirar-se nadoutrina neoliberal foi a Inglaterra.
A partir de 1980, o governo conservador de Margareth Tatcher [6] serviu de modelo para todas as políticas posteriores. O governo Britânico enfrentou os sindicatos aprovando leis que lhes limitavam a atividade. Além disso, privatizou empresas estatais, afrouxou a carga tributária sobre os ricos e empresas, conseguindo estabilizar a moeda.
Era necessáriogarantir a estabilidade econômica mundial, em especial nos países da América Latina. Esses países eram os mais endividados, comprometendo o equilíbrio econômico das nações do primeiro mundo; então, no ano de 1989, o Internacional Institute of Economy se reúne para discutir as questões econômicas que garantissem o papel hegemônico das maiores economias mundiais (FIORI, 1996).
Nesta...
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