O escravismo no brasil

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  • Publicado : 14 de março de 2013
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O Escravismo no Brasil

A descoberta do Brasil ocorreu quando as ordens feudais eram predominantes, porém eram afetadas pelas transformações da ordem capitalista. O principal sinal dessas transformações ficou conhecida como Revolução comercial. A partir daí, as trocas começaram a ser processadas em escala mundial, integrando o mundo desconhecido com o conhecido - a Europa e a Ásia.
EmPortugal e na Espanha, que nessa época eram países feudais, existia, um grupo mercantil, detentor do capital comercial (auferido na troca de mercadorias) e do capital usurário (auferido no emprego do dinheiro). Esse grupo mercantil, desempenhou na unificação portuguesa e na espanhola, como na luta contra os árabes, uma função importante. Foi aí que ocorreu a centralização dos poderes que consolidou amonarquia, associando-se aos reis os mercadores, financiando a sua ascendência sobre a fração feudal que resistia ao seu domínio. Foi a existência desse grupo que possibilitou as grandes navegações.
Na América, Portugal e Espanha seguiram rumos diferentes na hora de colonizar. A Espanha encontrou ouro e prata. Portugal, ao contrário, teve de montar um sistema produtor de base agrária. Esse sistemafoi transplantado, ou seja, do Brasil só foi aproveitado o solo, os recursos, as técnicas, a mão de obra, veio de fora. Esse sistema foi o maior empreendimento comercial da época, que associou o capital português ao capital holandês.
A Holanda exercia o domínio na distribuição do açúcar. Seu interesse em se aliar a Portugal se deu ao fato de se alargar o consumo desse produto. Desde ainstalação da empresa açucareira no Brasil, se tem um fluxo constante da renda do interior para o exterior: uma parte vai para Portugal, para sustentar a sua classe feudal; e outra parte vai para Holanda, para sua posterior transformação em capital.
Segundo o autor, não havia capitalismo na metrópole e nem na colônia, pois não haviam condições para isso. Na Europa é que começavam a surgir condições paraisso.
Segundo ele, aqui também não foi instalado um sistema feudal. Apesar das donatarias terem um caráter feudal, essas tiveram uma existência bastante curta.
O escravismo clássico não surgirá da deterioração da comunidade primitiva indígena, por força natural de seu desenvolvimento; será transplantado, pela violência, e, pela violência, mantido por quatro séculos.
O escravismo, para surgir,exigia a realização de determinadas condições: que a produção tivesse alcançado um certo nível de desenvolvimento; e a distribuição, um certo grau de desigualdade. Para que o trabalho dos escravos viesse a se converter no modo predominante de toda uma sociedade.
Esse sistema, que dominou vastas áreas do mundo, chegaria ao fim, quando passou a constituir um entrave ao desenvolvimento das forçasprodutivas. Segundo Engels, “A escravidão não produzia mais a ponto de compensar os gastos e custos que acarretava, por isso morreu; mas, ao morrer, deixou atrás de si um espinho venenoso: o trabalho produtivo tornado ignóbil para os homens livres”.
O escravismo moderno surgiu em condições muito diferentes. Ele não foi gerado de comunidades primitivas, como desenvolvimento de suas forçasprodutivas. As comunidades indígenas do Brasil não evoluíram para o escravismo. O escravismo foi uma consequência da expansão mercantil, constituiu uma das áreas prediletas de aplicação do capital comercial, substituindo o violento processo da luta armada pelo tráfico negreiro. Dessa forma, surgiram condições, que tornaram possível a produção em larga escala nas zonas ultramarinas objeto de colonização.Sendo assim, sem o trabalho escravo e sem o tráfico negreiro, a empresa colonial de produção teria sido impossível.
A empresa colonial foi montada para atender ao mercado europeu: Tinha que assumir, desde o começo, grandes proporções. Não foi montada para atender ao consumo dos próprios produtores: a ninguém ocorreria a idéia de transferir-se ao Brasil, nos séculos XVI e XVII, para produzir...
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