O classismo

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  • Publicado : 22 de abril de 2012
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Classicismo
No período compreendido entre 1450 e 1600 surgiu na Europa, principalmente na Itália, um movimento chamado Renascimento, que foi o responsável por uma radical transformação do homem no que diz respeito à religião, à filosofia, ao amor, à política, enfim, à maneira de encarar a vida.
 Foi em Florença, terra natal de Dante e Giotto, que um grupo de artistas se dispôs a criar uma novaarte e a romper com as idéias do passado. Florença é considerada, portanto, o berço do Renascimento.O Renascimento tem três significados que o definem: a antigüidade, a humanidade e a universalidade.

A antigüidade redescobriu as obras literárias, históricas e filosóficas da civilização greco-romana, tendo o Renascimento traduzido, restaurado e explicado grande parte de obras literárias daAntigüidade Clássica. Mas afinal, renascer o quê? Renascer o modo de pensar, o modelo político, as formas estéticas, a mitologia, a maneira de viver. Renasceram as normas ditadas por Aristóteles e Horácio; imitou-se Virgílio. Buscou-se o belo na nobreza, que ditava o conceito de beleza. Julgavam os renascentistas terem os gregos e romanos atingido o auge da civilização – era importante restaurá-la. Ahumanidade valorizou o homem, transformando-o em centro do universo. A estátua de David, de Michelangelo, não seria possível na Idade Média – gigantesco, musculoso e nu, retratando a grandeza do homem renascentista. A universalidade incorporou o mar entre os elementos medievais, que só conheciam a terra e o céu. O Renascimento descobriu o mar e lhe deu primazia. O homem renascentista desbravou osoceanos, lutou com as tempestades em alto-mar, conquistou “mares nunca dantes navegados” e voltou ao ponto de partida. 

O classicismo foi, no plano literário, o retrato vivo da Renascença. Os escritores clássicos do Renascimento seguiram de perto a literatura da Antigüidade, cujos modelos foram imitados ou adaptados à realidade da época. Como conseqüência, suas obras revelaram, na estruturaformal, a rigidez das normas de composição de acordo com os padrões consagrados pela tradição greco-latina. Em seu conteúdo, mostravam o paganismo, o ideal platônico de amor e outras marcas específicas da tradição antiga.As notas medievais quinhentistas contêm um impulso que se tornou presente, explicitamente ou não, ao longo de toda a literatura portuguesa, cruzando os séculos. 

Seus lirismostradicionais, caracterizados por ser antimetafísico, popular, sentimental e individualista, irá dialogar com as novas modas e sobreviverá. A própria força da terra portuguesa, chamando os escritores para o seu convívio, explica a permanência desse remoto lirismo através dos séculos.A definição do novo ideário estético em Portugal deu-se em 1527, com o regresso de Sá de Miranda da Itália, trazendo umavaliosa bagagem doutrinária. Sua influência foi decisiva na produção e promoção do novo gosto literário.
I- Contexto Histórico
No início do século XIV, inúmeros fatores conjugados e articulados criaram as condições para o início da nova arte. No plano econômico, o renascimento comercial reativou o intercâmbio cultural entre o Ocidente e o Oriente. No plano social, a urbanização gerou as condiçõesde uma nova cultura, sendo as cidades o pólo de irradiação do Renascimento. A ascensão social e econômica da burguesia propiciou apoio e financiamento ao desenvolvimento cultural.
O aperfeiçoamento da imprensa por Gutenberg (Johann Gensfleish), teve especial importância no século XVI, embora não seja considerado um fator direto do Renascimento, pois seus efeitos só começaram a ser efetivamentesentidos no último século do movimento renascentista.Em 1455, foi publicado o primeiro livro europeu impresso com tipos móveis.
 
A obra, que era uma tradução latina da Bíblia, levou mais de dois anos para ficar pronta e ficou conhecida como a Bíblia de Gutenberg, com uma tiragem de quase duzentos exemplares.Em Portugal, verificou-se o fim do monopólio do clero em relação à cultura. D. João...
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