O brasil aos olhos do mundo

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O BRASIL AOS OLHOS DO MUNDO Veja - 02/01/2012  
 
Pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA em dezoito países mostra que os estrangeiros começam a vislumbrar novos contornos no país
Alguns estereótipos resistiram bravamente ao tempo, mas o mundo já começa a ver o Brasil com outros olhos: ele está mais rico, mais influente e muito mais famoso. Continua simpático também. Aliás, simpaticíssimo,como mostram os resultados da pesquisa internacional CNT/Sensus , encomendada por VEJA. O trabalho contou com a  participação de treze empresas de pesquisa internacionais. Lideradas pelo instituto, elas entrevistaram 7200 pessoas em dezoito países. Além do Brasil, os escolhidos foram: Argentina. Chile. Colômbia, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra. Alemanha,Rússia. China, Japão, Índia. Líbano e África do Sul. Com exceção da Índia (leia na pág. 75), todos veem o Brasil sob a mais favorável das luzes. Sobre os seus habitantes, a avaliação dominante é que são alegres, festeiros. Populares, agradáveis como turistas e queridos como vizinhos. Bons  de bola, também, claro - na verdade, os melhores de todos os tempos no futebol (aqui, a afirmação teve uma únicadiscordância: da Alemanha). Enfim, se o Brasil fosse um colega de trabalho, seria daqueles que rodos querem chamar para tomar cerveja. E até, quem sabe, para falar de coisas mais sérias.
Metade do mundo já sabe que o Brasil é uma economia relevante e com viés de alta. E quase 60% acreditam que ele nunca foi tão influente na política nem tão ouvido nas mesas de negociação internacionais - ainda que,nesses campos, tenha colecionado bem menos vitórias do que derrotas, sem falar em um ou outro vexame (alô, Irã!). Boas impressões, no entanto, mesmo que não estejam lastreadas na realidade, são   um ativo importante para qualquer país. Elas o tornam mais atraente, inclusive do ponto de vista econômico. "A boa imagem abre portas", afirma o sociólogo Demétrio Magnoli. O filósofo Denis Rosenfieldconcorda com ele: "Ainda que, em alguns aspectos, a percepção positiva do exterior sobre o Brasil seja inexata, ela é boa porque dá ao país a oportunidade de se transformar naquilo que o mundo pensa que ele é".
Nesse sentido, as expectativas dos estrangeiros em relação à capacidade nacional de organizar a Copa do Mundo de 2014 soam como um alento e uma esperança. Metade dos entrevistados sabe que ocampeonato será sediado no Brasil (um porcentual bem menor sabe que o país receberá os Jogos Olímpicos em 2016, apenas 22%) e 73% confiam que o país está preparado para recebê-lo e fazer dele um belo espetáculo. Esse é o único item da pesquisa em que o Brasil foi mais bem avaliado pelos estrangeiros do que pelos brasileiros - apenas 49% destes dizem acreditar que o país está preparado paraorganizar a Copa. Em rodas as demais questões da pesquisa, o proverbial otimismo dos brasileiros - tricampeões mundiais, por exemplo, no índice de felicidade futura, pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para medir as expectativas de satisfação nos países - fez com que eles tivessem uma opinião mais favorável do Brasil do que quem olha o país de fora.
Passando para o capítulo das más notícias, dasnem tão boas assim e das (apenas) relativamente positivas, o destaque fica por conta da assombrosa revelação de que, sim, a balela da "internacionalização" da Amazônia encontra eco no exterior. E ele não é fraco: 40% dos entrevistados declaram ser da opinião de que a região, por sua importância ambiental e pela riqueza de sua biodiversidade, deveria ser "preservada de acordo com regrasinternacionais" - e não segundo as leis brasileiras. Outros 12% afirmam ser favoráveis à internacionalização pura e simples, seja lá o que isso signifique. Assustador.
Fora isso, o Brasil é bonito e hospitaleiro, seu povo é um concentrado de virtudes hedonistas e rodo mundo sonha em nos visitar um dia. Mas ... nem todos, ou melhor, apenas 36% dos entrevistados gostariam de viver aqui - ao menos essa é a...
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