G-20 na lideranca 2009

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http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/09/26/ult579u2907.jhtm



26/09/2009


Encontro de cúpula do G20: Novo grupo assume liderança econômica global

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Edward Luce
Menos de um ano após George W. Bush ter organizado uma reunião das principais economias do mundo para enfrentar a crise financeira global, o Grupo dos 20 (G20) foi colocada ontem na vanguarda do processode elaboração de políticas econômicas internacionais.

Em uma declaração, a Casa Branca afirmou que os líderes "chegaram a um acordo histórico para colocar o G20 no centro das iniciativas para trabalharmos juntos no sentido de construirmos uma recuperação durável, evitando, ao mesmo tempo, as fragilidades financeiras que conduziram à crise".

Fontes do G20 afirmaram que os novos poderes nãoserão derivados da abolição de grupos como o G7 e o G8, mas que o G20 se concentrará nas questões econômicas, enquanto o G8 lidará principalmente com questões referentes a relações internacionais e política externa.

Mas os especialistas argumentaram que as alegações dos líderes sobre a importância do G20 são exageradas. Embora o G8 seja visto frequentemente como um grupo muito inflexível para tomardecisões efetivas, o G20 provavelmente será ainda mais difícil. O comunicado divulgado na sexta-feira em Pittsburgh foi prolixo, mas notavelmente curto em substância.

"Mudanças drásticas na economia mundial nem sempre se refletiram na arquitetura global para cooperação econômica", afirmou a Casa Branca em uma declaração distinta. "Tudo isso começou a mudar hoje com o acordo histórico paracolocar o G20 no centro dos esforços para trabalharmos juntos no sentido de construirmos uma recuperação durável".

Gordon Brown, o primeiro-ministro do Reino Unido, foi ainda mais longe, afirmando que o novo grupo "oferece mais chances de apresentar resultados do que qualquer outra coisa desde a Segunda Guerra Mundial".

Em um nível simbólico, a medida é muito importante já que ela faz com que osistema de cooperação econômica atualize-se em relação às modificações da economia global que são evidentes há mais de uma década - especialmente a rápida alteração do centro de gravidade econômico do oeste para o leste. O novo clube possui seis membros asiáticos, incluindo China, Japão, Índia, Coreia do sul, Indonésia e Austrália. Já o G8 possui apenas um, o Japão.

Mas o fato de o novo grupoincluir membros tão diversos como a Argentina, a Turquia e a presidência da União Europeia (UE) - além de países e organizações com status de observadores, como a Espanha, a Holanda e a Organização das Nações Unidas (ONU) - indica que o seu trabalho real será feito por subcomitês menores. Em um mundo em que os "grupos G" proliferam, o que deve chamar mais atenção é aquele apelidado de "G2", queconsiste de Estados Unidos e China.

Muita gente que compareceu ao encontro de Pittsburgh observou o tamanho e a sofisticação da delegação chinesa, quando comparada a qualquer outra, com exceção da norte-americana.

"Se você quiser descobrir o que o mundo fará, determine a posição dos Estados Unidos e a da China, e trace uma linha entre as duas", afirma David Rothkopf, um ex-funcionário graduadodo governo Clinton. "Quanto ao G20, seria mais eficiente retirar o Canadá e a Itália do grupo e convidar a China e a Índia para substituí-los. Mas a cooperação intergovernamental sempre acrescenta. Ela jamais subtrai".

A mudança poderá também perturbar o universo das instituições multilaterais formais. Em uma entrevista ao "Financial Times" na sexta-feira, Ban Ki-Moon, o secretário-geral daONU, afirmou que estava em Pittsburgh para lembrar aos líderes do G20 que 85% dos países do mundo não estavam representados na reunião. O G20 responde por 85% da renda global.

"Ainda existe apenas um órgão universal para a cooperação intergovernamental, e esse órgão é a Assembleia Geral da ONU", disse ele. "Eu pedi aos líderes do G20 que encarassem a ONU como uma parceria vital em todos os...
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