E agora, que talher vem primeiro?

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  • Publicado : 10 de outubro de 2011
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E agora, que talher vem primeiro?
Para um convívio social agradável e sem maiores sobressaltos, o senso comum aconselha as pessoas a conhecerem as normas de conduta dos grupos a que pertencem e dasculturas com as quais se relacionam. Entre seus alunos é improvável que alguém tome aulas de boas maneiras com impecáveis mademoiselles de fino trato. A informalidade dá o tom das relações entre osjovens e não há informação de qualquer livro que ensine, por exemplo, a maneira mais elegante de se assoar em público o nariz ornamentado (e perfurado) por um piercing. Os adolescentes de hoje obedecema um código de regras completamente diferente daquele a que seus bisavós se sujeitaram.
A etiqueta tem uma origem precisa. A expressão vem do francês étiquette, que significa rótulo - um modo dedistinguir o lugar de cada um em uma sociedade. A sua história vincula-se diretamente ao surgimento do Estado Moderno e ao processo de formação das monarquias nacionais na Europa entre os séculos XVI eXVIII. Essas monarquias caracterizaram-se por uma maior concentração do poder político e pela presença de leis às quais os demais nobres se submetiam.

O Absolutismo Monárquico, primeiro estágio deorganização dos Estados Modernos, sustentava-se na teoria do direito divino, segundo a qual o poder dos reis emanava diretamente da vontade de Deus. A palavra do regente estaria num patamar superior àdos homens comuns. Nesse contexto, a etiqueta tornou-se um elemento imprescindível, pois ela marcava a superioridade real. Nas cortes desenvolveram-se regras de comportamento, hábitos, códigos dehonra, de vestimenta, do comer e vários outros que determinavam a hierarquia social. Em suas memórias, o francês Luís XIV teoriza: "Como é importante que o público seja governado por um só, também importaque quem cumpre esta função esteja de tal forma elevado acima dos outros que ninguém se possa confundir ou comparar com ele".

Para ser admitido, exigia-se do candidato a cortesão o domínio das...
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