A vida em sociedade - uma retrospectiva sobre a sociologia dos clássicos

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................. 1 1. CONTEXTO HISTÓRICO ................................................................ 2 2. ÉMILE DURKHEIM – O FATO SOCIAL .............................................. 4 3. MAX WEBER – CONCEITO DE RACIONALIDADE ................................ 5 4. KARL MARX – A SOCIEDADE COMO UMA LUTA DECLASSES .............. 6 5. CONSIDERAÇÕES ACERCA DA TEORIA DE MARX ............................. 7 REFERÊNCIAS ................................................................................ 10

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INTRODUÇÃO Entendemos a Sociologia como a ciência que se debruça sobre fenômenos sociais que nos afetam em nosso dia a dia. Pra sermos mais precisos, comumente dizemos que a sociologia trata do quetodo mundo conhece sendo, portanto, pouco útil, uma vez que não acrescenta em nada ao que sabemos. Na elaboração desse trabalho, nos deparamos com uma representação que julgamos mais fiel à sociologia, nas palavras de Martins (1994, p. 8): Na verdade, a sociologia, desde o seu início, sempre foi algo mais do que uma mera tentativa de reflexão sobre a sociedade moderna. Suas explicações semprecontiveram intenções práticas, um forte desejo de interferir no rumo desta civilização. Objetivando elencar as transformações sociais que ocorreram e que imprimiram nos pensadores, como Augusto Comte, o desejo de interferir no rumo da sociedade – por meio de uma investigação séria das dinâmicas sociais – e que acabaram culminando com o surgimento da sociologia, bem como observar suscintamente osprincipais conceitos legados pelos teóricos clássicos – Durkheim, Weber e Marx – é que fizemos o presente trabalho. Ao final escolhemos um dos clássicos para uma breve análise, onde nesse sentido, nossa proposta é trazer à polêmica alguns conceitos de Marx, ao considerarmos algumas questões acerca das representações sociais atuais.

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1. CONTEXTO HISTÓRICO Antes da chegada dos “Tempos Modernos”,o pensamento religioso era dominante como forma de conhecer, interpretar e transformar o mundo. Os feudos – porção de terra pertencente a nobreza – eram unidades produtivas básicas e cada feudo era independente do outro. Se por um lado a sociedade era fragmentada pelas diferentes organizações dos feudos, por outro a Igreja Católica tinha ação centralizadora, pois atravessa essas barreirasorganacionais e fazia com que todos estivessem submetidos à ela, pois era ela porta-voz de Deus na terra. Deus era o centro e a explicação de tudo: conforme pregava a Igreja, era quem determinava por que uns deveriam ter uma posição social melhor e outros pior; era quem estabelecia quem deveria mandar – e como – na esfera política; era quem decidia o que se poderia fazer com o dinheiro; era quem regia opróprio tempo. (EMERIQUE, O’DONNELL et all, 2010, p. 12). Com a revolução comercial, a partir do século XII, as cidades começam aos poucos a renascerem com comerciantes, mercadores e artesãos, o que criava um palco de modificações sociais diversas. A partir do século XV é que, de fato, os conceitos sobre o mundo começam a se alterar sobremaneira na Europa. O Renascimento, que teve suas ideiasperpetuadas graças a invenção da imprensa por Gutenberg; a Revolução Científica, onde o uso da razão era o único meio de alcançar o conhecimento; as Grandes Navegações no século XII e o grande desenvolvimento do comércio no ultramar. Essas transformações foram eclodindo, mas a maioria das pessoas continuavam a viver no campo, a Igreja ainda tinha consideravel poder e as monarquias defendia aestratificação social.

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O Iluminismo, no século XVIII, foi um movimento centrado na autonomia do indivíduo e defendia o predomínio da razão sobre a fé, o que modificava o sistema de estratificação social e com a submissão à Igreja. A nobreza e o clero passa a declinar seu poder e a burguesia – mercadores e artesãos que habitavam as cidades e lucravam com o comércio de manufaturas – despontam como...
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