A regra das 10 mil horas

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Que tipo de profissional você é?
Pesquisamos o Perfil de 1,3 milhão de Profissionais, do analista ao Presidente, e o resultado é um retrato de como o brasileiro se comPorta no trabalho. mostramos quais características Precisam ser melhoradas. a boa notícia: ao aprimorar defeitos, você Pode realmente se destacar dos demais

Lucas Rossi (lucas.rossi@abril) 10/07/2012



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Crédito:produção: CUCA ElIAS modelo: GIBA PIGNAttI / tEN

Nos últimos cinco anos, 3 milhões de profissionais registraram o currículo no site de recrutamento Vagas. com, com sede em São Paulo. Enquanto cadastrava suas informações, cada candidato fez o teste Disc, uma avaliação de comportamento consagrada, utilizada por empresas de todo o mundo para avaliar perfis psicológicos de funcionários ecandidatos a um emprego.

Agora, a pedido da VOCÊ S/A, a consultoria carioca Etalent, responsável pelo processamento e anál ise dos testes do Vagas.com, separou as informações de 1,3 milhão de profissionais qualificados (53% mulheres e 47% homens), que ocupam funções de analista, gerente, diretor e presidente de empresas no Brasil. A partir dessa vasta base, a Etalent extraiu o perfil médio doprofissional brasileiro nesses quatro estágios da carreira.

A maior surpresa revelada pelo teste é que o trabalhador nacional tem dificuldade de manter relacionamentos, ao contrário do que sugere o estereótipo do sujeito festeiro e cultivador de amizades. Os resultados também confirmam antigas fraquezas do DNA profissional do brasileiro, que é, segundo o levantamento, desorganizado, centralizador,desconfiado e avesso a conflitos. “A maioria das pessoas é pouco produtiva e o que faz é de baixa qualidade”, diz Jorge Matos, presidente da Etalent. “Só quem trabalha bem gera bons resultados e, consequentemente, interessa às organizações.”

Em uma segunda pesquisa, a VOCÊ S/A perguntou a diretores de recursos humanos de 61 grandes corporações que atuam no Brasil quais entre as característicasusadas no teste Disc eles mais valorizam. Os resultados mostram qual é o perfil desejado pelas companhias. O padrão de exigência, como não poderia deixar de ser, é alto. Mas esse não é o maior problema. O complicado é que as empresas agem de forma contraditória, cobrando de uma pessoa, por exemplo, espírito independente e ao mesmo tempo consideração para levar em conta a opinião de outras pessoas.“Isso é humanamente impossível”, diz Jorge Matos.

“As empresas brasileiras precisam parar de buscar profissionais super-heróis.” Uma comparação entre o perfil do brasileiro e o candidato idealizado pelos RHs evidencia o descompasso do mercado: as pessoas são de um jeito e as organizações procuram qualidades ausentes no profissional médio. Por isso, quem tem as características desejadas — e raras —torna-se valorizado. Os gráficos das páginas seguintes mostram os perfis médios do analista, do gerente, do diretor e do presidente e também um retrato do candidato ideal.

As diferenças entre a realidade da população e o desejo das corporações são claras e indicam algumas coisas:
1) é óbvio que as empresas procuram alguém melhor que a média;
2) apesar da exigência, elas não buscamprofissionais perfeitos;
3) o profissional brasileiro tem deficiências, sim, mas elas podem ser solucionadas.


Vale também a ressalva de que a metodologia Disc, base desta reportagem, é apenas um dos critérios que as empresas usam para avaliar profissionais, mas não é o único. “A Disc é uma ótima ferramenta quando combinada com outras variáveis, não deve ser usada sozinha”, diz Flávio Grisi,diretor de RH da Eternit, fabricante de telhas e caixasd’água, de São Paulo, que utiliza o teste há mais de cinco anos.

A riqueza do levantamento é verificar que, ao comparar as avaliações de milhões de brasileiros, alguns comportamentos sobressaem, indicando que tipo de profissional somos nós.

Uma característica marcante nacional é a dificuldade de ser objetivo. “O brasileiro não gosta de...
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