A primavera dos povos

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 3 (564 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 11 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A Primavera dos Povos e as revoluções no mundo árabe
[pic]
A história nos mostra que a burguesia sempre utilizou-se do resultado das revoluções para seus interesses.

Por Douglas Yamagata

Emseu livro “A Era do Capital”, Erik Hobsbawm inaugura sua obra descrevendo o que foi a “Primavera dos Povos”, revolução que abalou toda a Europa e o mundo em 1848. Nesta ocasião, o povo europeu cansadodas opressões das monarquias e tiranos, lutou por repúblicas democráticas.

Hobsbawm diz que nunca houvera antes uma revolução “que tivesse se espalhado tão rápida e amplamente, se alastrando comofogo na palha por sobre fronteiras, países e mesmo oceanos”. Disse oceanos, pois “foi a primeira revolução potencialmente global, cuja influência direta pode ser detectada na insurreição de 1848 emPernambuco e poucos anos depois na remota Colômbia”.

No entanto, Hobsbawn diz que “foi ao mesmo tempo a mais ampla e a menos bem sucedida deste tipo de revoluções. No breve período de seis meses desua explosão, sua derrota universal era seguramente previsível; dezoito meses depois, todos os regimes que derrubara foram restaurados...”

Hobsbawn ressalta que um dos motivos do fracasso deve-se aofato de que a burguesia abandonou a revolução. “Elas (as revoluções) foram , de fato ou enquanto antecipação imediata, revoluções sociais dos trabalhadores pobres. Portanto, elas assustaram osmoderados liberais a quem elas mesmas deram poder e proeminência...”

A burguesia “descobriu que preferia a ordem à chance de pôr em prática todo o seu programa, quando diante da ameaça à propriedade”. Eos regimes restaurados “estavam bem preparados para fazer concessões ao liberalismo econômico, legal e até cultural dos homens de negócios...”; “os moderados liberais fizeram então duas importantesdescobertas na Europa ocidental: que revoluções eram perigosas...”; “a burguesia cessara então de ser uma força revolucionária”.

Hobsbawm cita os estudantes: “O que aconteceu com todos aqueles...
tracking img