A pobreza no mundo

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  • Publicado : 24 de fevereiro de 2013
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A pobreza é um fenômeno multidimensional. Existem muitos indicadores para se medir as situações de pobreza no mundo. Estes indicadores, em geral, levam em consideração as condições de saúde (esperança de vida, taxa de mortalidade infantil, mortalidade materna, morbidade, etc.), educação, habitação, saneamento, segurança alimentar, renda, padrão de consumo, violência, etc. O Índice deDesenvolvimento Humano (IDH), por exemplo, é um indicador sintético que trabalha com 3 dimensões (saúde, educação e renda).

Porém, mesmo sabendo das limitações, uma das formas mais tradicionais de se medir a pobreza é analisando os níveis de renda da população. O Banco Mundial (BM) utiliza uma linha de renda de US$ 1,25 por dia (1,25 dólares em poder de paridade de compra) para medir a pobreza extrema nomundo. A despeito das dificuldades para a obtenção de dados confiáveis para a maioria dos países do mundo, a metodologia do Banco Mundial é simples, mas tem sua utilidade para se ter uma comparação entre países e regiões ao longo das últimas décadas. A linha de pobreza de R$ 70,00 per capita ao mês, utilizada pelo Programa Bolsa Família no Brasil, é bem próxima do US$ 1,25 ao dia adotada pelo BM.Segundo relatório do Banco Mundial, de 29 de fevereiro de 2012, houve uma redução absoluta e relativa da extrema pobreza no mundo. Em 1981, existiam quase dois bilhões (1,938 bilhão) de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 ao dia nos países em desenvolvimento, representando 52,2% da população. Na década de 1980 houve uma ligeira queda e o número de pessoas vivendo na pobreza extrema caiu para1,909 bilhão, em 1990 (43,1% da população). Na década de 1990 o declínio foi um pouco mais rápido e o número de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 ao dia nos países em desenvolvimento em 1999 caiu para 1,743 bilhão (34%). Mas a queda mais significativa ocorreu na primeira década do século XXI, pois a pobreza extrema no mundo caiu para 1,289 bilhão de pessoas em 2008, representando 22,4% dapopulação dos países em desenvolvimento. A maior redução aconteceu entre 2003 e 2008.

Ainda não existem informações consolidadas para os anos mais recentes. Mas dados preliminares do Banco Mundial mostram que a pobreza extrema cresceu um pouco em 2009 – ano da grande crise econômica internacional – mas voltou a cair em 2010, devendo estar por volta de 1,160 bilhão em 2010, ou 20% da população dospaíses em desenvolvimento. Isto significa que a meta número 1 dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) – erradicar a pobreza extrema pela metade entre 1990 e 2015 - já foi alcançada, em termos relativos, antes do prazo final de 2015. Nota-se que a meta não é de erradicação da pobreza, mas apenas redução pela metade da pobreza extrema, medida em função da renda a partir de um patamar baixo,de US$ 1,25 per capita ao dia.

A maior queda absoluta da extrema pobreza ocorreu na Ásia oriental e Pacífico, especialmente na China, pois havia 1,097 bilhão de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 per capita ao dia, em 1981, sendo que este número caiu para 926 milhões em 1990, 656 milhões em 1999, 523 milhões em 2002 e 284 milhões em 2008. Portanto, mais de 1 bilhão de pessoas foram retiradasda pobreza na região. 

Na América Latina e Caribe a pobreza extrema aumentou de 43 milhões de pessoas em 1981, para 53 milhões em 1990, para 60 milhões em 1999, chegando a 63 milhões em 2002, sendo que no chamado “quinquenio virtuoso” (2004-2008) a pobreza absoluta na região caiu rapidamente e ficou em 37 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 per capita por dia. Este padrão ocorreutambém no Sul da Ásia (com forte peso da Índia), pois a pobreza absoluta aumentou de 568 milhões de pessoas em 1981 para 640 milhões dem 2002, mas teve uma queda para 571 milhões de pessoas em 2008. Já na África ao sul do Saara a pobreza aumentou muito entre 1981 e 2002, passando de 205 milhões para 390 milhões de pessoas em 2002. Mas na primeira década do século XXI também a África ao sul do...
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