A morte do sujeito

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  • Publicado : 22 de abril de 2012
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Os tempos modernos ou para alguns autores, pós-moderno, são marcados de alguma forma pelo desaparecimento da lei, ou melhor dizendo, do patriarcado comoregulador da sociedade.
Segundo Freud, e segundo a psicanálise, a mulher sempre foi este mistério não definido. Nem ao menos as mulheres conseguemdefinir de forma clara seu papel, aquilo que as caracteriza, no entanto, nos dias de hoje, esta questão se estende aos homens que também se sentem perdidosem relação ao que os define. Se a isto somarmos a idéia que começou a ser exposta com Neil Postman em seu livro “O fim da infância”, poderíamos nosperguntar o que nos resta? Não seria o caso de questionarmos o fim do “sujeito”?
Aos poucos ou talvez não tão lentamente assim, o capitalismo fez de nós umreflexo do dinheiro. Sobrevive apenas aquilo que leva a lucro. Neste sentido a máquina venceu o homem, em vez de a tecnologia nos servir, nós é que nostornamos escravos dela.
Não tenho dúvida ao afirmar que seja no país ou no mundo, poderíamos hoje estar vivendo um nível de vida de excelente qualidadetrabalhando no máximo duas horas por dia, não fosse a ganância dos seres humanos. Não nos enganemos pensando que maus são aqueles que conseguiram chegar lá,pois é o que a maioria ainda sonha, mas não tem capacidade. A questão é que ainda não alcançamos a virtude do todos ou ninguém, do “nós” maisgeneralizado, da compaixão abrangente.
O resultado de tudo isto é que nem tão aos poucos assim, morre aquilo que chamávamos de qualidade humana, morre o sujeito.
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