A heresia dos indios

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  • Publicado : 13 de março de 2012
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Heresia dos Índios é dividido seu em três partes. A primeira parte vem discutir a respeito das santidades e a idolatria em sua perspectiva Histórica, o seu primeiro ponto é a respeito da Idolatria e o colonialismo. A segundo vêm falando a respeito da aculturação colonial é a terceira, o teatro em torno da inquisição na busca da ‘verdade’ ocorrida em Jaguaripe.
O combate com a sombra. Veremosaqui a descrição de um combate realizado na corte na presença do rei da França. Esse combate simulado enfatiza as diferenças raciais, culturais e religiosas entre os homens cristãos ocidental no mundo colonizado. O profº Ronaldo dá seus primeiros passos a respeito do que realmente que falar em seu livro ao fazer citações de seus pesquisadores favoritos, como Laura de Mello e Souza – que sugeriu emseu livro que o saber demonológico e europeu.
O livro faz sugestão de que a idolatria colonial tinha cunho de resistência contra seus colonizadores, isto é, uma resistência social. Quando ele fala em idolatria, refere-se a um culto religioso inverso da ‘religião oficialmente reconhecida’ (o Catolicismo Romano). Mas o que queremos por em evidência é à busca dos ameríndios por uma Terra sem Mal,talvez uma terra que mane leite mel, um verdadeiro paraíso onde eles não precisassem mais ter de caçar para sua sobrevivência.
Em seu esplêndido livro À Heresia dos Índios, Vainfas procura reconstituir toda a complexa ambiguidade da identidade cultural mameluca, utilizando como ponto de partida a sua participação historiográfica no episódio da “santidade de Jaguaripe”.
Rebeldia dos ameríndios – “Em1881, aparece no sertão baiano um profeta indígena que juntou à sua volta uma comunidade de algumas centenas de índios e africanos empenhados na procura da ‘Terra sem Mal’. E em 1583 e 1587 Manuel Teles Barreto, então governados da Bahia, escreve que a nova abusão conhecida por Santidade fora à causadora dos distúrbios ocorridos na região. Ouve muitas fugas de forros como também de cativos,fazendas incendiadas...”.
Os senhores de escravos e jesuítas começaram a reclamar pedindo providências por parte do governador, o qual e em 1585, então governador, Teles Barreto enviou uma expedição para cortar o mal pela raiz. E quase ao mesmo tempo partia outra expedição, particular, enviada por Fernão Cabral de Taíde. Esta expedição foi liderada pelo mameluco Domingos Fernandes Nobre, o Tomacaúna.Depois de se ter integrado na "santidade", estabeleceu contato com a comunidade, Tomacaúna convenceu uma parte dos seus componentes a irem estabelecer-se na fazenda de Cabral. Aí foi criado um novo grupo, chefiado por uma profetiza, que começou a atrair índios escravos das fazendas das redondezas. Com o objetivo de atrair o profeta e a sua comunidade pacificamente para as suas propriedades emJaguaripe, no litoral. Cabral alegou que desta forma poder-se-ia acabar com este movimento de libertação, luta socioreligiosa. Mas o que se vê é a proteção e uma liderança parda dos ameríndios pelo senhor de engenho, Fernão Cabral de Taíde.
O que os ameríndios buscavam? Eles buscavam o paraíso ideal não aquele idealizado pela igreja, que é o paraíso efémero que será vivido pó morte. O paraíso idealpode ser comparado ao que Abraão buscou quando Deus o ordenou que saísse do meio de sua parentela e fosse em direção da Jerusalém de idealizada por Ele. Os caraíbas, santidades, idealizava o mundo onde os senhores se tornariam escravos é os escravos em senhores.
Mas quem era realmente este chamado profeta? Certamente era uma caraíba que passará pelas mãos dos jesuítas, pois em seus discursos, deforte emoção, envolvia conhecimento da religião oficial. Ele batizava os que se aderiam ao grupo, carregava no peito uma cruz demonstrando assim um respeito a Deus ou simplesmente um subterfúgio para ludibriar os habitantes da região de Jaguaripe e a fins. Como fica bem claro na documentação pesquisada por Ronaldo Vainfas a respeito da participação de Africanos, ‘negros de Guine’, e de senhoras...
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