A felicidade segundo epicurimo e estoicismo

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  • Publicado : 11 de novembro de 2012
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Introdução
A morte de Alexandre III em -323 assinala, tradicionalmente, o fim da pólis como modelo de unidade política e o começo da difusão da cultura grega no Oriente. Nem mesmo a meteórica expansão de Roma e a conquista das monarquias helenísticas foi capaz de afetar, posteriormente, a predominância cultural do helenismo em todo o Mediterrâneo Oriental.

Durante o conturbado PeríodoHelenístico, o homem deixou de ser o componente mais importante de uma comunidade restrita para se tornar um simples cidadão de vastos impérios. A perda da importância política individual fez muitos se dedicarem cada vez mais à busca da felicidade pessoal através da religião, da magia ou da Filosofia.

As principais escolas filosóficas[1] do Período Helenístico foram o cinismo, o ceticismo, oepicurismo e o estoicismo. Todas procuravam, basicamente, estabelecer um conjunto de preceitos racionais para dirigir a vida de cada um e, através da ausência do sofrimento, chegar à felicidade e ao bem-estar.

Das antigas escolas filosóficas, a Academia envolveu-se durante algum tempo com o ceticismo, e depois voltou ao caminho original, traçado por Platão; o Liceu, fundado por Aristóteles, afastou-secada vez mais da filosofia e da erudição e se devotou, principalmente, à literatura.








Epicurismo

Dentre os diversos filósofos epicuristas cujo nome chegou até nós, o de maior importância é o próprio Epicuro (gr. Ἐπίκουρος), fundador da escola.
Biografia e obras de Epicuro

Epicuro nasceu em Samos por volta de -341, de pais atenienses. Ensinou em Mitilene e em Lâmpsaco,tendo se transferido para Atenas em -307 ou -306. Lá adquiriu a ampla casa com jardim que iria sediar sua escola, logo conhecida por “Jardim de Epicuro”. Nela, mestres e discípulos viviam comunitariamente em tranquila reclusão.

Segundo Diógenes Laércio, Epicuro escreveu cerca de trezentas obras sem citar outros autores, isto é, registrando somente suas próprias idéias (D.L. 10.26-27). Chegaram aténós apenas três cartas, duas coleções de máximas e citações fragmentárias. O romano Lucrécio (-94/-55), felizmente, preservou em seu De Rerum Natura informações importantes a respeito da doutrina epicurista.

Epicuro morreu em -270, em Atenas, por causa de cálculos renais, e legou seus bens à escola.


A doutrina epicurista

A aquisição do saber e a limitação dos desejos físicos,instáveis por natureza, são instrumentos essenciais para se libertar dos sofrimentos. A finalidade da vida é a busca da felicidade, obtida ao se atingir a ataraxia (gr. ἀταραξία), a “ausência de distúrbios”, a tranquilidade da alma. Para tanto, é necessário se livrar de todas as ansiedades, inclusive o medo dos deuses e o medo da morte.

Influenciado pelos atomistas, para quem o mundo era constituído deátomos e de vazios, Epicuro também explicava o mundo físico assim, em termos inteiramente naturais. Mas para ele a natureza não era, de modo algum, rígida; nada era imutável e determinado. Movimentos espontâneos e aleatórios dos átomos em seu trajeto normal, por exemplo, dariam ensejo ao livre arbítrio. De tudo o que existe emanam átomos que, ao se chocar com o corpo humano, tornam a realidadeinteiramente apreensível pelos sentidos e produzem as idéias.

Epicuro acreditava na existência dos deuses, mas relegava-os a planos isolados e à parte, os intermundia, e rejeitava terminantemente a intervenção divina em assuntos humanos. “Os deuses”, concluiu ele, “têm coisas mais importantes a fazer”.



Estoicismo

A escola estóica floresceu durante muitos séculos, tanto na Grécia comoem Roma. A palavra estoicismo vem de stoá, da expressão grega στοά ποικίλη, o “pórtico pintado” de Atenas[1] onde o fundador da escola, Zênon de Cítion, se reunia com os discípulos.
Fases

Tradicionalmente, a evolução do estoicismo é dividido em três fases, conhecidas por stoá antiga, média e nova.

A stoá antiga compreende a época do fundador, Zênon de Cítio (-333/-262), e dos primeiros...
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