A eterna busca de significado

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  • Publicado : 29 de agosto de 2012
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A Eterna busca de significado


RESUMO


Nunca antes na história, houve uma necessidade tão grande de abandonar formas estabelecidas de pensar em todos os aspectos das nossas vidas e nas vidas das organizações.


Todos sabemos o quanto é difícil mudar mentalidades que já estão arraigadas e baseadas em pressupostos eparadigmas que cultivamos e acreditamos há muito tempo.


Mas o importante é entender que o pensamento em administração se baseia numa forma de ver as coisas que vêm da ciência e vemos ao longo desses anos a ciência descartar velhos pensamentos científicos, a exemplo da física newtoniana que foi totalmente revista através do surgimento da física quântica.Os administradores não teriam que fazer o mesmo? ou seja, descartar os velhos ensinamentos que já não servem mais as organizações de hoje? Trocá-los por novas formas de olhar as organizações, por novas formas de olhar a vida, as pessoas? Que tal buscarmos uma metáfora nova que possa melhor retratar esse momento atual e nos sirva para vislumbramos o futuro.


Este texto tratade discutir o importante papel da utilização das metáforas no dia-a-dia das organizações, da necessidade de buscarmos uma metáfora mais adequada para o momento atual das empresas e de que forma podemos construir uma nova forma de ver as nossas vidas e as vidas das dessas organizações a partir de um novo olhar, um olhar mais atual e desafiador.



Quando decorei todas as perguntas mudaram asrespostas.
Autor desconhecido



INTRODUÇÃO:

A humanidade passa por um momento riquíssimo de mudanças, tudo está mudando drasticamente e muito rapidamente, porém há quem afirme que o que observamos de mudança nos últimos anos é apenas o começo de uma nova era, que estamos apenas presenciando o inicio de um novo momento de mudança.
A crise que vivemos hoje, a dificuldade de entendermos eacompanharmos as mudanças que estão ocorrendo em todos os aspectos, não significa a morte, não significa o fim, mas apenas o nascimento, o desabrochar de um novo momento muito rico para as organizações e para as pessoas.

O que está pro vir é de assustar. Segundo os especialistas, 75% do PIB mundial de 2010, será formado por produtos ainda não inventados. Que em 2020 o conhecimento estaráduplicado a cada 83 dias, (atualmente, já duplica a cada 4 anos), que em 2050, mantido o paradigma médico atual, a expectativa de vida estará chegando aos 120 anos. Que a partir de 2020, as profissões terão uma vida útil média de 12 a 14 anos.

Diante dessa previsão é possível continuarmos com nossos paradigmas? E as metáforas utilizadas no dia-a-dia organizacional ainda são adequadas? Não teremos queencontrar novas formas de ver as pessoas e as organizações? Evidente que sim. Entender esse processo em que estamos metidos é o melhor que podemos buscar e para que isso aconteça será preciso um novo modo de ver, ou seja, ver –vendo.

“Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gentebanaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tantover, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos,...
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