A empresa viva

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  • Publicado : 6 de junho de 2011
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A EMPRESA VIVA - Como as Organizações Podem Aprender a Prosperar e se Perpetuar.

A elevada taxa de mortalidade corporativa pode ser combatida com mudanças nas prioridades e a incorporação de alguns traços comuns à organização centenárias. Por Arie de Geus
O que explica a diferença entre algumas companhias que existem há mais de 100 anos e a média de vida das empresas, que não supera 20 anos?Uma equipe da empresa Royal Dutch Shell, que tinha entre seus integrantes o vice-presidente Arie de Geus, hoje da London Business School e do MIT, encontrou respostas para a questão em um estudo. Muitas empresas morrem jovens porque suas políticas e práticas enfatizam a produção de bens e serviços, de acordo com esse estudo, esquecendo que são comunidades de pessoas que fazem negócios parapermanecer vivas. Em contraposição, as “empresas vivas”, que funcionam como se fossem um rio segundo o autor, têm outras prioridades: valorizar as pessoas, flexibilizar a direção e o controle, organizar-se para aprender e criar uma comunidade. Além disso, elas compartilham algumas características, como conservadorismos na gestão das finanças, sensibilidade ao ambiente externo, consciência de suaidentidade e tolerância a novas idéias. O estudo em que se baseia este artigo focalizou 30 organizações na América do Norte, na Europa e no Japão com mais de 100 anos de idade, forte identidade corporativa e destaque em seu setor de atividade. Entre elas, DuPont, W.R. Grace, Kodak, Mitsui, Sumitomo e Siemens. Ele é relatado integralmente no livro A Empresa Viva, de Geus, publicado no Brasil no anopassado pela Editora Campus.
No mundo das instituições, as empresas comerciais são membros recém-chegados. Elas existem há apenas 500 anos - uma minúscula fração de tempo no curso da civilização humana. Nesse período, têm desfrutado um enorme sucesso como produtoras de riqueza material. Foram responsáveis pela explosão populacional mundial, fornecendo os produtos e serviços que tornaram possível umavida civilizada.
Quando analisadas à luz de seu potencial, no entanto, muitas empresas comerciais ainda têm um longo caminho por percorrer. Elas estão em uma fase primitiva de evolução; desenvolvem e exploram apenas uma pequena fração se seu potencial. Analisemos sua alta taxa de mortalidade. Em 1983, cerca de um terço das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune em 1970 havia sidoadquirido ou desmembrado ou fundido com outras empresas.
Como sabemos que muitas dessas mortes são prematuras? Porque temos provas de que as empresas podem durar muito mais. A Sumitomo, do Japão, tem origem em uma fundição de cobre aberta por Riemon Soga em 1590. A empresa sueca Stora, atualmente uma grande fabricante de papel, celulose e produtos químicos, começou como mina de cobre na regiãocentral da Suécia há mais de 700 anos. Exemplos como esses sugerem que a longevidade natural de uma empresa poderia ser de dois ou três séculos - ou mais.
As implicações dessas estatísticas são deprimentes. A diferença entre a longevidade de uma Sumitomo ou uma Stora e a vida efêmera da empresa comum representa um potencial desperdiçado. As pessoas, as comunidades e as economias são afetadas - e atédestruídas - pela morte prematura de empresas. A alta taxa de mortalidade empresarial não parece natural. Nenhuma espécie viva apresenta discrepância entre sua expectativa máxima de vida e a longevidade média que alcança. E são poucas as instituições de outros tipos - igrejas, exércitos ou universidades - que apresentam o recorde terrível de mortalidade da empresa comercial.
As empresas morremjovens;
Por que tantas empresas morrem jovens? As provas acumuladas indicam que as empresas fracassam porque suas políticas e práticas se baseiam predominantemente no pensamento e na linguagem da economia. Em outras palavras, as empresas morrem porque seus executivos se concentram exclusivamente na produção de bens e serviços e se esquecem de que sua organização é uma comunidade de seres humanos...
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