A crise estrutural do capital

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Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais
Faculdade de Serviço Social
Programa de Pós-Graduação
Mestrado em Serviço Social
Disciplina: Tópicos Especiais em Serviço Social, Projeto Ético- Político e o Método nas Ciências Sociais.





A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: UMA CRÍTICA DE ISTVÁN MÉSZÁROS





Trabalho de conclusão da disciplina “ServiçoSocial, Projeto Ético-Político e o Método da Teoria Social”, do 1º Semestre de 2012 do Mestrado em Serviço Social, Política Social e Trabalho do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.


Professora: Dra. Ana Maria Vasconcelos
Matrícula: ME 1210244




Rio de Janeiro
Julho de 2012


SUMÁRIO1 – Introdução ................................................................................................ 03
2 – O Capital e sua Crise Estrutural ........................................................... 06
3 – A Grande Crise Econômica Mundial: 1929-1933 ................................. 12
4 – Reflexos da Crise Estrutural do Capital ...............................................16
5 – Considerações Finais ............................................................................... 18
6 – Referências Bibliográficas ...................................................................... 20
1 – Introdução:

O presente trabalho consiste numa breve análise acerca da crise permanente do capital, bem como na discussão de seu processo epistemológico e histórico.Para tanto, considerando sua relevância ontológica e com foco no programa da disciplina, discutir-se-á o tema a partir das concepções do filósofo marxista húngaro István Mészáros, que produziu extensa e sofisticada obra sobre o que ele denomina a crise estrutural da ordem sociometabólica do capital.
Em oposição às linhas hegemônicas de interpretação, Mészáros analisa o atual períodohistórico em A Crise Estrutural do Capital[2], desmistificando uma série de ilusões associadas aos acontecimentos recentes e afirmando que as raízes da crise, na verdade, encontram-se no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo. Para o autor, o colapso do sistema financeiro não é causa, mas consequência de um impasse na economia mundial.
A partir da sinopse das teses centrais desenvolvidaspor este autor – cuja obra é de suma relevância para o marxismo contemporâneo –, serão apresentadas considerações acerca de sua teoria da crise estrutural, como expressão histórica da crise contemporânea.
Para Mészáros, a crise estrutural do capital não atingiu apenas a esfera socioeconômica, mas todas as dimensões da vida em sociedade, visto que “o capital não pode ter outro objetivo quenão sua própria autorreprodução, à qual tudo, da natureza a todas as necessidades e aspirações humanas, deve se subordinar absolutamente”. (MÉSZÁROS, 2002, p. 800).
Ainda, segundo o autor, o capital não é simplesmente uma “entidade material”, mas, em última análise, uma forma incontrolável de controle sociometabólico. A razão principal por que este sistema obrigatoriamente escapa do controlehumano reside no fato de ter, ele próprio, surgido no curso da história como uma poderosa estrutura “totalizadora” de controle à qual, como dito anteriormente, tudo o mais, inclusive seres humanos, deve se ajustar, provando sua “viabilidade produtiva” ou, caso contrário, perecendo.
Em resposta às crises cíclicas do capital (subprime, especulativa, bancária, financeira, etc), governos einstituições globais investem milhões de dólares no sistema capitalista, ao mesmo tempo em que os indicadores econômicos seguem sinalizando o aprofundamento da deterioração na chamada ‘economia real’.
Mészáros argumenta que é inócua a ação de governos e instituições globais que inundam a economia com trilhões e clamam pelo retorno da “confiança” do mercado. A partir de uma visão histórica e...
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