A crise dos alimentos e a produção de biocombustíveis

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Geografia Sociopolítica

A crise dos alimentos e a produção de biocombustíveis

Resumo Este trabalho apresenta perspectivas diferentes sobre “a crise dos alimentos e a produção de biocombustíveis”. Fazemos uma análise superficial da teoria do economista britânico, Thomas Malthus – a teoria Malthusiana. Posteriormente, abordamos de forma minuciosa a crise dos alimentos e a produção debiocombustíveis comparando a situação de Portugal com a da União Europeia. Perante um mundo cada vez mais abrangido pela crise, é de maior pertinência abordar este aspecto, tentando assim perceber as duas faces da mesma moeda. Palavras-chave: crise dos alimentos; biocombustíveis; Teoria Malthusiana;

A CRISE DOS ALIMENTOS OU O REGRESSO DE MALTHUS?

1. Objectivos, identificação da problemática e deconceitos-chave Este é um trabalho sobre a “crise dos alimentos e a produção de biocombustíveis”. A razão pela qual decidimos enveredar por esta temática deve-se ao facto da problemática em torno da crise dos alimentos ser deveras importante e, sobretudo, actual. A inflação (aumento generalizado dos preços, por desvalorização do dinheiro ou por falta de produtos) de alimentos é, na nossa perspectiva,a crise que a população mundial enfrentará, logo que finde a crise do petróleo e a crise financeira. Para além disso, a verdade é que, nos tempos que correm, a produção de biocombustíveis tem vindo a aumentar, prejudicando algumas sociedades e beneficiando outras. O tema da “crise dos alimentos” tem sido alvo de atenção, em diversas esferas: debates que se desenrolam ao nível da opinião publicadanos média e uma cada vez maior intervenção e atenção da esfera política. Actualmente, a conhecida palavra “crise” passou a fazer parte do discurso diário, não só dos portugueses, mas também da maioria da população mundial. São exemplo disso, as frases utilizadas pelos média: “Fábrica têxtil no Norte do país despede 400 empregados” ou “Bolsa de Nova Iorque cai e atinge valores mais baixos daúltima década”. Atravessamos uma profunda crise económica mundial. Todavia, mais do que dar valor às causas que levaram a esta situação, a população mundial deveria, a nosso ver, mostrar um particular interesse pelas consequências que, provavelmente, algumas medidas tomadas para solucionar os problemas actuais, poderão vir a acarretar.

1º Semestre – 2010/2011

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Geografia Sociopolítica

Acrise dos alimentos e a produção de biocombustíveis

Mundialmente, as reservas petrolíferas estão com um reduzida esperança de vida. Este, à imagem do que se passa no resto do mundo, é “o recurso energético mais utilizado no nosso país como fonte de energia primária e como matéria-prima de muitas indústrias químicas” (QUEIRÓS, 2007). A verdade é que, para travar esta tragédia que se avizinha, umadas hipóteses que resta é recorrer a outras fontes energéticas. O combustível que provêm de matéria biológica dá pelo nome de biocombustível. Os biocumbustíveis apresentam-se como uma alternativa às diversas fontes energéticas. Todavia, a sua utilização tem inúmeras vantagens e desvantagens. Sendo assim, parecenos útil tentar perceber as consequências positivas e negativas da sua produção.Começando a utilizá-los em grande escala, estaremos perante “a crise dos alimentos ou o regresso à teoria Malthusiana”?

2. A teoria Malthusiana Em 1789, Thomas Malthus publicou a sua obra mais conhecida - “Ensaio sobre o princípio da população”. Segundo o autor, “a população crescia em progressão geométrica face ao crescimento em progressão aritmética da oferta de alimentos (Teoria Malthusiana), o quegerava desequilíbrios” (CAETANO, 2010)1. Para evitar esses desequilíbrios, o autor propunha um controlo da taxa de natalidade. Segundo Adam Smith, os pessimistas clássicos, grupo em que se insere Malthus, perspectivavam que, mais tarde ou mais cedo, a natureza sobrepor-se-ia a qualquer medida que o Estado tomasse a nível económico. Inevitavelmente, esta ordem natural conduziria ao descalabro....
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