A cidade estado antiga

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1448 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 4 de março de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
Maria Beatriz B. Florenzano


O mundo antigo: economia e sociedade









Resenha
Para definir uma cidade-Estado, Fustel de Coulanges colocou que ela não era uma reunião de indivíduos e sim uma confederação de grupos preexistentes, ou seja, o que dava forma a umacidade-Estado era o culto, a religião, mas para W. Warde Fowler “todas as pessoas livres” que viviam em Atenas e Ática eram cidadãos, ou seja, cidade-Estado não definia-se pelo território e sim pelo conjunto dos cidadãos, em grego chamados de “polis”. As características das cidades-Estados eram definidas pela tripartição do governo em uma ou mais assembleias, ou, um ou mais conselhos, os cidadãoseram considerados soberanos tendo participação direta no processo político e com decisões coletivas, obrigatórias, após as assembleias; a inexistência de uma separação absoluta entre órgãos do governo e da justiça e o fato da religião e os sacerdotes integrarem o aparelho do Estado. A soberania dos cidadãos variava de igualdade: em Atenas era assembleia popular (Eclésia) e em Roma um conselho(Senado). Os estrangeiros residentes não eram considerados cidadãos e, portanto não exerciam cidadania juntamente com os escravos e as mulheres. A cidade-Estado clássica em sua trajetória existiu na Grécia entre o século VIII ou VII a.C. e no final do século IV a.C. na Roma republicana e nos etruscos no século V e IV a.C. A chegada de imigrantes da língua indo-europeia à Grécia continental e às ilhasdo Mar Egeu como descreve o autor foi o ponto de partida para a história helênica, isso não se sabe ao certo, mas indica ter sido entre 2200-2100 a.C. sem ter certeza se foi uma única onda migratória ou várias. A região era habitada por povos da civilização minoana ou cretense, esse contato deu origem a civilização grega. Os famosos poemas atribuídos Homero por volta de 750 a.C. nos indicam quenesta época as oposições cidadão/estrangeiros e livre/escravo, tão típicas futuramente das polis gregas, tinham uma pequena iniciação mas sem clareza.
A organização social era a família aristocrática, era comum essas famílias se auto julgarem descendentes de um herói ou de um deus; a família aristocrática patriarcal era extensa em vários casais vivendo sob autoridade de um mesmo chefe.

Aconstituição da polis aristocrática deu-se como desaparecimento da monarquia, substituída por magistrados eleitos pela nobreza de sangue entre seus próprios membros, segundo o autor, também enfatiza que as cidades-Estados não se formaram em toda a Grécia antiga. A colonização grega deu-se principalmente pela busca de terras cultiváveis que levou as primeiras expedições gregas ao Mediterrâneo Ocidentalao norte da África, ao norte do Egeu, à propôntide (atual Mar de Mármara) e ao ponto Euxino (atual Mar Negro), multiplicando de forma extraordinária as polis, chegando aproximadamente a 1500 e 2000.
As polis (cidades-Estados), passaram por várias etapas repercussões políticas, porém o fator principal de seu fim foi a vitória de Filipe rei da Macedônia, que por mais que deixasse formalmente ademocracia ateniense existir, não possuía mais autonomia.
Os romanos são descendentes do povo etrusco e herdaram o urbanismo etrusco, segundo o autor baseado em ritos de fundação que delimitavam o território “sagrado” da cidade e-- nas cidades etruscas mais recentes-- num plano regular em que duas ruas principais se cortavam em ângulo reto no centro da aglomeração. Governadas por reis (lucumões) até oséculo VI a.C., no século seguinte passaram as cidades-Estados dos etruscos e um regime rigidamente aristocrático, com magistrados eleitos anualmente. A arqueologia mostra que o sítio de Roma, no momento em que surgiram as primeiras cidades etruscas, caracterizava por numerosas aldeias independentes, embora alguns autores recuem até a República a imigração dos sabinos no Lácio. Segundo a...
tracking img