A arte de escrever

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  • Publicado : 1 de abril de 2013
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Resumo

A obra “A Arte de Escrever” é subdividida em cinco partes: Sobre a erudição e os eruditos, Pensar por si mesmo, Sobre a escrita e o estilo, Sobre a leitura e os livros e Sobre a linguagem e as palavras. Os quais tratam especificamente do mesmo assunto que é a literatura. Esta obra está marcada por uma forte crítica aos escritores de sua época, principalmente a Hegel e seus discípulos.Critica, também, os escritores que escrevem apenas para vender livros.
Sobre os eruditos, Schopenhauer, diz que assim como a pessoa que lê e aprende em excesso é tão prejudicial ao pensamento próprio quanto aquela que escreve e ensina em excesso, pois esta não tem tempo para construir o saber. Os eruditos da academia de Berlim são os responsáveis pela pouca qualidade na escolha das obras a seremexaltadas e isso faz com que grandes filósofos são esquecidos e péssimos escritores exaltados.
O bom escritor deve se aprofundar em um determinado campo específico da ciência se quiser ter o reconhecimento em seu campo de estudo se tornando o verdadeiro conhecedor deste assunto mesmo que nas demais áreas do conhecimento seja igual a um homem qualquer.
A capacidade alemã de julgar faz com quefalte o controle de uma metafísica digna e a falta de continuidade no aprendizado das línguas antigas.
Uma grande quantidade de conhecimento quando não adquirida por seus próprios pensamentos tem muito menos valor do que uma pequena quantidade quando bem assimilada, ou seja, só tem valor aquilo que escrevemos através de nossos próprios pensamentos, e não quando escrevemos com o pensamento dosoutros. Os verdadeiros escritores são aqueles que o pensamento flui naturalmente assim como a própria respiração, e estes são bastante raros entre os eruditos. Aquela pessoa que a cada segundo está com um novo livro na mão não tem pensamentos próprios, esta pessoa não tem tempo para pensar por si mesma.A melhor fonte de inspiração para um escritor é sua vivência de mundo, para ele uma pessoa só deve pegar um livro para ler quando a fonte de seus pensamentos secarem o que ocorre com frequência mesmo entre os maiores gênios. Estes precisam ler muito, mas são capazes de lidar com o pensamento alheio e assimilá-los e incorporar aos seus próprios pensamentos oque não costuma ocorrer com os eruditos.
A pessoa que tira os seus conhecimentos dos livros que ler é como aquelas pessoas que conhecem um determinado lugar apenas de ouvir falar, esta pode até escrever sobre este local, mas jamais escreverá tão bem quanto aquela que esteve neste local pessoalmente, que vivenciou a paisagem, sentiu o clima. Só o que escreve com os seus próprios pensamentos écapaz de escrever como o viajante que esteve in loco.
Exite dois tipos de escritores os que escreve em função do assunto e os que escreve em função da conta bancária. Os primeiros são os pensadores que investigam que pensam antes de escrever, já o segundo escreve apenas para ganhar dinheiro, estes são responsáveis pela deterioração da língua. Logo em seguida ele diz que existem três tipos deescritores os que escrevem sem pensar, os que escrevem enquanto pensa, e os que pensam, depois se põem a escrever. Os dois primeiros são bastante numerosos, já o terceiro caso é raro e somente eles são dignos de serem lidos.
Schopenhauer afirma que o novo raramente é bom, pois o que é bom só é novo por pouco tempo, esta afirmação só corrobora com suas afirmações anteriores, pois se os verdadeirosescritores são raros, as boas obras, também, são raras e assim apenas as boas obras se perpetuam pela eternidade. Para ele a culpa, de 9 em cada 10 obras produzidas serem de péssima qualidade, é das revistas literárias as quais deveria agir de maneira justa e incorruptível para não deixarem as “cabeças vazias” encherem o mercado com estas obras mal feitas. Os críticos não valorizam a qualidade dos...
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