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TRABALHO DOMICILIAR 06
REDAÇÃO
INSTRUÇÕES: A charge reproduzida abaixo circulou pela rede Internet. Com base nas ideias sugeridas por ela, redija uma dissertação em prosa, na folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista sobre o tema. A redação deve ser feita com caneta azul ou preta. Na avaliação de sua redação, serão considerados: (A) clareza e consistência dos argumentosem defesa de um ponto de vista sobre o assunto; (B) coesão e coerência do texto; e (C) domínio do português padrão. Atenção: A banca examinadora aceitará qualquer posicionamento ideológico do candidato.

IME-ITA
30/03/2013
CÓDIGO: 32406

LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO I A PORTA DO INFERNO

Osmar Freitas Jr.

O dia 6 de agosto de 1945 amanheceu quente e úmido em Hiroshima, no Sul do Japão. Às7h09min soaram os alarmes da cidade, alertando para a iminência de um bombardeio aéreo. Minutos depois, quatro aviões americanos B-29 surgiram nos céus. Mas não houve qualquer ataque e muitos dos que estavam em terra imaginaram tratar-se de uma provocação. A vida retomou seu ritmo normal  dentro do que pode ser considerado normalidade numa guerra. Pouco depois, às 8 horas, surgiram mais três B-29.Desta vez, as sirenes não tocaram. Um dos aviões exibia na fuselagem um nome insólito, Enola Gay. Era como se chamava a mãe do comandante, o tenente-coronel Paul Tibbets. Ainda hoje, muita gente tenta encontrar implicações freudianas para o fato: por que diabos o piloto teria batizado com o nome da mãe uma nave grávida da mais devastadora arma já construída? Dentro da barriga de Enola Gay estavaLittle boy (menininho), uma bomba atômica de poder destrutivo equivalente a 15 mil toneladas de TNT (dinamite). Às 8h15min, Little Boy foi lançado sobre Hiroshima. Explodiu 43 segundos depois, a 580 metros de altitude. Hiroshima desapareceu sob o clarão de uma explosão nunca vista antes. Cem mil pessoas morreram quase que instantaneamente. "Meu Deus! 0 que foi que nós fizemos?", teria dito oco-piloto Robert Lewis ao ver o fantasmagórico cogumelo formado pela bomba. Meio século depois dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, a pergunta marca a alma americana, da mesma forma que as estamparias dos quimonos ficaram impressas nos corpos das vítimas japonesas. Uma pesquisa recente do Instituto Gallup mostrou que 90% dos americanos nascidos depois da Segunda Guerra condenam o uso dabomba atômica. Uma completa inversão de valores: em 1945, exatamente 90% da população americana aprovaram o bombardeio atômico sobre o Japão. Dos que viveram o drama da guerra, 52% continuam achando que a decisão foi correta. "Nunca me convencerão de que a bomba não salvou mais vidas do que as que tirou", disse o ex-comandante Paul Tibbets na quinta-feira 3 numa entrevista à rede CNN. Foi precisoviver o horror da ameaça nuclear global para que a matança de populações civis passasse a causar espécie. Durante a Segunda Guerra, atacar alvos civis se tornara uma prática tão rotineira quanto qualquer operação militar convencional. Na verdade, as barreiras morais foram demolidas logo no início da guerra: em 1940, quando Hitler bombardeou sistematicamente a população civil de Londres. "Depoisdisso, entrou-se na era do vale-tudo que desembocou nos aniquilamentos de Hiroshima e Nagasaki", afirma o historiador Gar Alperovitz, um dos mais respeitados analistas da questão, autor do best-seller The Decision To Use The Atomic Bomb. Os bombardeios atômicos passaram a evocar tanto terror porque se estabeleceu "a possibilidade, até então inédita, de destruição do planeta", diz Alperovitz. 0 porquêde os EUA terem usado a bomba atômica começou a ser discutido pouco depois do fim da guerra. A versão oficial para os bombardeios foi exposta detalhadamente em 1947, num ensaio na revista Harper's Bazaar assinado pelo ex-secretário da Guerra Henry Stimson. 0 verdadeiro autor da peça foi o escritor de discursos presidenciais H. Daryl. "O presidente Harry Truman estava alarmado com o crescente...
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