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Durante o século XVI, a colonização portuguesa limitava-se a uma estreita faixa litorânea, onde se extraía o pau-brasil e se produzia a maior riqueza – o açúcar. Concentrando-se no Nordeste brasileiro, a população vivia nas áreas rurais e nas poucas cidades do litoral.

A partir do século XVII, começou a expansão para o interior, graças à ação dos bandeirantes paulistas, à instalação de fortes e missões e a várias atividades econômicas, o que exigiu a negociação de novos tratados de limites com a Espanha no século seguinte.

A pecuária nordestina

No início, os engenhos tinham uma parte reservada à pecuária, porém, com a importância do açúcar, os rebanhos foram levados para o interior. A criação de gado era fundamental para o próprio mercado interno colonial, por fornecer a força de tração dos engenhos, o meio de transporte e a alimentação dos colonos. Somente parte do couro destinava-se à exportação.
A pecuária ocupou, do século XVII em diante, o sertão do Nordeste, seguindo o curso dos rios a partir da Bahia e de Pernambuco. O rio São Francisco, por exemplo, passou a ser chamado de “rio dos currais”. Garantiu-se, assim, o povoamento do sertão, apesar da pequena população.
Como se criava o gado solto, as fazendas eram imensas e não se podia usar escravos. Necessitava-se de poucos trabalhadores, em geral, brancos pobres, índios, negros libertos e mestiços, pagos em animais. A fazenda costumava ser bem simples e o dono morava numa vila do litoral. Desenvolveu-se, assim, uma sociedade bem menos hierarquizada do que a açucareira.

As missões jesuíticas

Para converter os indígenas ao catolicismo, os padres jesuítas organizaram aldeamentos, conhecidos na América portuguesa como missões e na espanhola como reduções. Antes, localizavam-se no litoral, mas à medida que a colonização avançava, houve conflitos com os índios, que se deslocaram para o interior.
A Companhia de Jesus, fundada no contexto da Contra-Reforma (movimento católico de combate ao

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