Viagem no tempo com einstein

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  • Publicado : 15 de fevereiro de 2013
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Uma viagem no tempo com Einstein

Segundo a Teoria da Relatividade de Albert Einstein, um gêmeo pode ficar mais moço que o seu irmão, fazendo uma viagem em alta velocidade; o tempo, nessas condições, passa mais devagar; boxes: exemplos para se entender melhor a Relatividade.

A Teoria da Relatividade diz que um gêmeo pode envelhecer mais devagar que seu irmão: basta fazer uma longa viagem aalta velocidade. Quando voltar, seu irmão estará velho - como estaria o viajante se tivesse ficado na Terra. Esse tipo de alteração no fluxo do tempo é um fato real e já faz parte do cotidiano de todos.
As pálpebras do general resistiram o máximo possível, mas acabaram ficando pesadas, fechando-se num inevitável cochilo. O dia tinha sido duro. Apesar de não entender nada de Física e de já estardesacostumado de freqüentar aulas, fez um grande esforço para acompanhar uma longa explicação sobre a Teoria da Relatividade - sabia que, sem ela, sua missão poderia fracassar completamente. Essa cena parece saída de um romance de ficção científica, mas aconteceu realmente, em maio de 1985, na capital dos Estados Unidos, Washington. O general, um comandante da Força Aérea, estava encarregado de pôrem funcionamento um novo e revolucionário sistema de navegação por satélite, conhecido como GPS, sigla em inglês de Sistema de Posicionamento Global.
Capaz de guiar um destróier ou um caça supersônico com a imprecisão de apenas alguns metros - numa manobra a milhares de quilômetros -, o GPS era tão avançado que podia ser afetado pelos mirabolantes fenômenos previstos pela Relatividade, como aaceleração do tempo ou a curvatura do espaço. Para o general de Washington, até então tudo isso não passava de "teoria", interessante para os físicos, mas distante do mundo real. No entanto, ele teve de mudar de idéia quando descobriu que não saberia sequer acertar o relógio dos seus satélites sem a Relatividade.
A razão é que os relógios atômicos usados no GPS andam mais devagar que os instrumentossemelhantes existentes na Terra: isso acontece simplesmente porque os satélites estão girando a alta velocidade, acima de 40 mil quilômetros por hora, enquanto os relógios em terra estão em repouso. O tempo passa mais devagar para quem está viajando em alta velocidade e a alteração é significativa para um sistema sofisticado como o GPS.
Os seus satélites, na verdade, funcionam como os antigosfaróis de mar, que enviavam sinais de orientação para os navios. Mas, no caso do satélite, os sinais são mensagens de rádio codificadas, emitidas regularmente em todas as direções. Cada vez que o farol espacial pisca, informa a hora exata da emissão, marcada no relógio atômico. Quem recebe os sinais verifica a hora em seu próprio relógio atômico e calcula quanto tempo o pulso de rádio demorou parachegar. Assim, pode deduzir a distância exata a que está do satélite e se orientar (veja ilustração).
Mas isso só será possível se o atraso do tempo no satélite for levado em conta. Do contrário, os navios ou aviões podem acabar saindo de rota e se perderem no mar ou no ar. O ritmo do tempo não tinha importância para os faróis antigos porque esses eram de uma época de lesmas, comparados à era dossatélites. Estes veículos, movendo-se a quase 30 mil quilômetros de distância da Terra, lançam sinais para todo o planeta e informam o tempo com a espantosa, precisão de 10 bilionésimos de segundo - o que permite a um navio manter o curso com um erro de apenas 10 metros. Por isso, desde 1985, o GPS tornou-se uma arma certeira para uma guerra moderna, em que é preciso realizar manobras perfeitaspara enfrentar mísseis rapidíssimos. Mas também a navegação comercial tem lucrado com o novo sistema, que é útil ainda em medições geográficas e geológicas, assim como na prospecção de petróleo.
O exemplo dos satélites é curioso, mas não é o único caso de intromissão da Relatividade em assuntos cotidianos. Os engenheiros das usinas atômicas, com certeza, conhecem e utilizam a Relatividade melhor...
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