Verdade

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e com o objetivo de tentar explicitar os termos aqui utilizados, a seguir serão
sumarizados alguns conceitos para a compreensão do tema proposto, bem como para o desenvolvimento
deste trabalho.

Droga ou substância psicoativa - Substâncias que ao entrarem em contato com o organismo,
sob diversas vias de administração, atuam no sistema nervoso central produzindo alterações decomportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, portanto,
passíveis de auto-administração (OMS, 1981). Ainda, segundo OLIVENSTEIN (1982), são
substâncias utilizadas na busca de alívio de tensões internas, como angústia ou tristeza.
As duas definições, embora não excludentes, trazem dois aspectos fundamentais na área da drogas:
a ação química do produto e a motivaçãoindividual para utilizá-lo.
Assim estabelecida a definição de “droga”, podemos tentar compreender as relações do indivíduo
com estes produtos.
Segundo a OMS (1974) os principais motivos para experimentação de SPAs são:
a -satisfação de curiosidade a respeito dos efeitos das drogas ;
b - necessidade de participação em um grupo social ;
c - expressão de independência ;
d - terexperiências agradáveis, novas e emocionantes ;
e - melhora da “criatividade”;

f - favorecer uma sensação de relaxamento ;
g - fugir de sensações / vivências desagradáveis .
Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (1981), os principais fatores de risco para o consumo
são:
a - indivíduos sem adequadas informações sobre os efeitos das drogas ;
b - com uma saúde deficiente ;
c-insatisfeitos com sua qualidade de vida ;
d - com personalidade deficientemente integrada ;
e - com fácil acesso às drogas .
A partir destes pressupostos, torna-se necessário, para melhor compreensão do tema, classificar as SPAs,
como será apresentado no próximo tópico

Classificação das substâncias psicoativas
As substâncias psicoativas podem ser classificadas sob vários pontos de vista.Neste trabalho,
abordar-se-á duas possibilidades, descritas a seguir :

Classificação legal - esta forma de classificação, embora de utilidade limitada do ponto de vista clínico, é fundamental na compreensão da dinâmica do sujeito com sua droga de escolha. Aqui as SPAs são divididas em lícitas e ilícitas, impingindo uma noção jurídica do permitido e do proibido dentro de uma determinadasociedade, numa determinada época. Tal critério classificatório tem sido amplamente criticado
por sua arbitrariedade, já que, oscilante em variados locais e momentos sócio políticos, não permite ou proíbe baseando-se no potencial risco individual e social do consumo de uma substância. Diante disto esta formulação tem passado por revisões, pressionada pela sociedade que tenta o estabelecimento deuma norma justa, ou seja, compatível com os valores contemporâneos. A atual legislação brasileira, permite o consumo e a venda de tabaco, bebidas alcoólicas e
medicamentos psicotrópicos, sendo os dois últimos sob algumas restrições. As demais substâncias utilizadas como “drogas”, são consideradas de consumo, porte e venda ilegais, de acordo com a Lei 6368 de 21 de outubro de 1976, que “dispõesobre medidas de prevenção e repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica” (GRECO
FILHO, 1992). Esta lei contém 47 artigos, divididos em cinco capítulos : da prevenção, do tratamento e da recuperação, dos crimes e das penas, do procedimento criminal e disposições gerais. A segunda forma aqui trazida para classificaras substâncias psicoativas, divide-as de acordo com a
sua ação no SNC, como a seguir :

Classificação pela ação no sistema nervoso central (adaptado de LARANJEIRA & NICASTRI,
1996 )
1. Depressores da atividade do SNC :
Substâncias que tendem a produzir diminuição da atividade motora, da reatividade à dor e da ansiedade,
sendo comum um efeito euforizante inicial (diminuição...
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