Utopia - resumo

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THOMAS MORE: o autor e a obra.

A UTOPIA
LIVRO PRIMEIRO.
LIVRO SEGUNDO.
Das cidades da Utopia e particularmente da cidade de Amaurota.
Dos magistrados.
Das artes e ofícios.
Das relações mútuas entre os cidadãos.
Das viagens dos utopianos.
Dos escravos.
Da guerra.
Das religiões da Utopia.
Notas.





Fichamento do livro “Utopia” de Thomas More

Thomas More, por vezeslatinizado em Thomas Morus ou aportuguesado em Tomás Moro (Londres, 7 de Fevereiro de 1478 — Londres, 6 de Julho de 1535) nasceu em Londres em 1478 e foi por um breve período o Lord Chancellor (alto cargo governativo) da Inglaterra do Rei Henrique VIII e teve uma reputação européia de um autor humanista. Filho de um dos juízes do banco dos reis foi aos quinze anos colocado como pagem do Cardeal Morton,Arcebispo de Cantuária. Em 1497 foi terminar seus estudos em Oxford, onde conheceu Erasmo. Fez durante três anos o curso de Legislação, ao mesmo tempo em que se preparava para exercer a advocacia.

Pouco depois da ascensão de Henrique VII, foi referendário e membro do Conselho Privado (1514). Acompanhou o rei da Inglaterra ao campo de Drap d’or em 1520. Após a queda do cardeal Wolsey foi nomeadoGrande Chanceler (1529). Quando Henrique VIII abjurou o catolicismo, More, então ligado à Igreja Romana, pediu demissão do cargo (1532), descontentando com esse gesto o Rei. No ano seguinte ofendeu mortalmente Ana Bolena, recusando-se a assistir à sua coroação e a prestar fidelidade a seus descendentes. Foi condenado à prisão perpétua e ao confisco de todos os seus bens. Pouco tempo depois foicondenado à morte por crime de alta traição e decapitado em Londres em 1535.

A sua mais famosa obra é "Utopia" (cerca de 1516) na qual ele criou uma ilha-reino imaginária na qual alguns acadêmicos modernos viram o oposto idealizado da Europa do tempo de More e na qual outros acadêmicos modernos viram uma sátira da mesma Europa. Um dos aspectos das obras de More é que elas freqüentemente usam umaalegoria quer de uma assumida voz autoral (como no Diálogo do conforto, ostensivamente uma conversa entre tio e sobrinho) ou estão altamente estilizadas ou ambos. Isto, juntamente com a falta de uma direção clara de More quanto às suas idéias - por razões que se tornarão óbvias - significa que é possível argumentar praticamente qualquer visão de qualquer das suas obras. O grande paradoxo da vida deMore é o de ser um homem que é hoje visto como um libertador e um livre-pensador, mas que foi igualmente (poderá ser argumentado, ao mesmo tempo) um fanático religioso.

Como todos os humanistas, More desprezava os feitos guerreiros e tinha a pior impressão possível dos militares. Condenava igualmente o ascetismo dos padres e comungava com o bem-viver. Seu livro é uma exaltação ao comunismo, nosmoldes das antigas irmandades cristãs, manifestando sua hostilidade a qualquer tipo de aquisição de propriedade. Como o velho legislador de Esparta, Licurgo, considerava o ouro apenas como um instrumento estratégico de que se deveria lançar mão para manter a paz ou obtê-la através da corrupção dos inimigos da Utopia. O trabalho é obrigatório, limitado, porém, a nove horas diárias. Nessa sociedadeimaginária, o roubo simplesmente não existia, tornando anacrônico todo e qualquer sistema penal ou práticas de castigo físico. Como tantos outros humanistas e criadores de sociedades perfeitas, More acreditava na bondade natural dos homens, o que possibilitava a constituição de organizações perenes e justas que banissem o despotismo e a opressão.

Como homem do Renascimento, valorizava oconforto e olhava com simpatia a luta pelo bem-estar coletivo, desprezando a vida monástica com suas rezas, jejuns e cilícios. More também, no seu pequeno tratado da sociedade perfeita, aproveitou para denunciar as mazelas do seu tempo, tal como a política das enclousures, os cercamentos das terras comunais, ordenados pelos nobres ingleses que as transformaram em pastagens de ovelhas. Viu a tragédia...
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