Uso do protocolo de analgesia (oms) e da escala de dor no manejo do paciente com dor oncológica.

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  • Publicado : 21 de outubro de 2012
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USO DO PROTOCOLO DE ANALGESIA (OMS) E DA ESCALA DE DOR NO MANEJO DO PACIENTE COM DOR ONCOLÓGICA.

ALMEIDA, C.B.1; FONSECA, C.D.1;LOPES, E.J.B.1; PONTES, G.D.1; PINHO, W.R.1; OLIVEIRA, G.G.2.

1. Discentes do curso superior em Farmácia do Centro Universitário Filadélfia, UniFil, Londrina, Pr.

2. Coordenadora e docente da disciplina de Química farmacêutica do curso superior em Farmáciado Centro Universitário Filadélfia, UniFil, Londrina, Pr.




RESUMO

O câncer é uma das doenças mais temidas na atualidade e a dor que pode estar associada a ele é a maior causa de preocupação na maioria dos pacientes diagnosticados. Mais importante do que a cura do paciente, é a terapia farmacológica corretamente utilizada, o qual tem 80% de sucesso no alívio da dor, acarretandouma melhora na qualidade de vida desse paciente. Em 1986, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou a escada analgésica, para sistematizar o tratamento da dor do câncer. Há também outros tipos de protocolos de mensuração dessa dor, que utilizam tabelas unidimensionais, como escala verbal, de faces ou números, ajudando assim o paciente a relatar a sua dor, mesmo que este esteja impossibilitado de secomunicar.

Palavras-chaves: Câncer, dor, escada analgésica.



INTRODUÇÃO

Estima-se que até 2020 haja um aumento de 50% no número de novos casos de câncer e o dobro do número de mortes 1. Para milhões dessas pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer, a dor é motivo de sérias preocupações 2. Apesar dos avanços no seu diagnóstico e tratamento, e pela extensa variedade demedicamentos, a dor do câncer continua sendo erroneamente tratada levando muitas vezes o paciente a um sofrimento desnecessário, o que acarreta em uma debilidade maior prejudica o seu processo de recuperação e conseqüentemente a sua qualidade de vida. Muitas vezes, esse sofrimento advém de uma analgesia incorreta, sendo na maioria das vezes o uso incorreto dos opióides fortes a causa, visto que usadossem uma avaliação criteriosa causa efeitos colaterais como, náuseas, vômitos, sonolência, letargia, sedação transitória, falência cognitiva, constipação, retenção urinária, depressão respiratória, tolerância e dependência, contribuindo para debilitá-lo ainda mais.

DESENVOLVIMENTO
As dores relacionadas ao crescimento de tumores acompanham o paciente acometido pelo câncer em todo processoda evolução da doença, e sua intensidade depende da localização do tumor, das metástases, do envolvimento visceral ou de estruturas nervosas pelo tumor, sendo que em 25% dos casos as dores são causadas pelo tratamento quimioterápico 2. Desta forma, oncologistas empenham-se na elucidação da fisiopatologia da dor, bem como sua farmacocinética, farmacodinâmica e vias de administração de agentesminimizadores das dores ocorridas durante esta doença, de modo que tais medicamentos sejam utilizados independente e juntamente ao tratamento quimioterápico 3. As dores são divididas, basicamente, em dois grupos: aguda, a qual é encerrada com a interrupção da progressão patológica, encontrada nas fases iniciais do câncer, onde o emprego de analgésicos adequados é eficaz e crônica, que por sua vez, éresultado da persistência da lesão, de modo que o quadro clínico não tenha sido resolvido em tempo normal, sendo que a este quadro associa-se ao uso irregular de analgésicos, acarretando problemas clínicos graves e de controle extremamente dificultoso. [4-5] Por essa razão a OMS preconizou como uma de suas principais prioridades o efetivo controle da dor, criando a “escada analgésica”. Esta escada éformada por três degraus, que orientam a terapia medicamentosa baseada na intensidade da dor. Dor leve tem seu plano medicamentoso é estabelecido no primeiro degrau fazendo uso de medicação não opióide como paracetamol e aspirina, dor moderada, é indicado à terapia do segundo degrau com uso de opióide fraco como codeína juntamente com um não opióide se necessário e a dor forte ou severa...
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