Turismo

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Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro

AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA – AD1
Período - 2013/1º
Disciplina: Cultura Brasileira
Coordenador: Maria Amália


Aluno: Ana Cláudia dos Gomes

Matrícula: 12115100012

Observações: Essa avaliação contém uma questão no valor de 10,0(dez) pontos.



RESENHA

BANDUCCI Jr, Álvaro. Turismo cultural e patrimônio: a memória pantaneira no curso do rio Paraguai. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 9, n. 20, p. 117-140, outubro de 2003.

Álvaro Banducci, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, toma por objetivo, neste texto, oriundo de sua tese de doutorado sobre pesca e turismo no Pantanal, fazer umlevantamento do patrimônio histórico e cultural da região através de vestígios arqueológicos e históricos existentes às margens do rio Paraguai. Estes vestígios referem-se às ruinas de saladeiros ou charqueadas, casas-grandes (no contexto da ocupação pastoril da planície), sítios arqueológicos indígenas e de outras presenças humanas na região. Visa também avaliar o modelo atual de turismo e o seupatrimônio histórico e cultural, o turismo cultural e seu potencial de construção de memória e de identidade.
Em linhas gerais, o trabalho elenca quatro grandes assuntos, como: identidade, memória, o Pantanal mato-grossense e o turismo.
Na sua reflexão, Banducci aborda esses assuntos destacando aspectos como:


1. “Viagem ao futuro do pretérito”, expressão que toma de empréstimo deMarc Augé e que usa para definir o sentido do relato experimentado tanto por viajantes quanto por turistas e também por antropólogos. Seria o retorno das experiências sensíveis, ou seja, o fim (finalidade) da viagem; seria o relato, a narrativa do que foi visto e observado.
Neste sentido, destaca a viagem de um grupo de pesquisadores, por cerca de 1.200 quilômetros do rio Paraguai. Aexpedição tinha por objetivo verificar a degradação das margens do rio, assim como os danos causados à mata. Visava verificar também os efeitos da “vida fluvial” e os impactos da atividade turística sobre a economia e a vida local.
Banducci destaca que em dado momento a equipe não mais discernia suas dimensões de pesquisadores e de turistas. Lembrando vários autores (Ortiz, Boorstin, MacCannel e outros), enfatiza o que chama de “desterritorialização” das culturas e a perda da “áurea aventureira” dos viajantes no contato com os povos e lugares visitados, além da “estandirzação” e “alienação” da prática turística, levando ao que chama de “artificialidade” referente a uma busca do autêntico e de experiências que não são mais vivenciadas.
Considera, deste modo, a “mercantilização”dos espaços e da cultura, ou seja, o turismo como empreendimento, inversão ritual e distanciamento do cotidiano.
Observa também que há um “mal-estar” na academia em relação à associação da prática sociológica com a do turista, que acabaria experimentando as mesmas “vertigens” e “tentações” do contexto do turismo. O “sentido final” dessas práticas e das viagens seria o retorno àsrecordações e a memória, o relato, a narrativa, as anotações. São justamente essas práticas que são objetos deste estudo, conforme afirma o autor.


2. “Turista: partícipe do passado”, relacionado aos relatos das viagens
2.1. “Turista como experiência possível de incremento da memória e da identidade social”
Neste aspecto, o autor destaca a vocação turística do Pantanal mato-grossenseassociada à pesca esportiva. Os estabelecimentos se voltam para esta atividade, em detrimento dos atrativos históricos ou naturais da região. Entretanto, no início da década de 1990, percebe-se o esgotamento da atividade, refletindo-se em projetos de novas modalidades de turismo numa região que passou a ter queda nas visitas de turistas, assim como perdas econômicas, de trabalho e de renda.
O...
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