Tribos xavantes

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Etnias Indígenas Brasileiras
Xavantes




















Belém
2011

INTRODUÇÃO
As primeiras notícias que se tem dos Xavantes, foram no século XVIII, no norte de Goiás. No século XIX transferiram-se para o Mato Grosso, estabelecendo-se na região da Serra do Roncador. Contatos mais amistosos só foram possíveis em 1946 e só em 1953consentiram em contatar com os brancos.

Possuem um alto nível de complexidade sócio-cultural, grande mobilidade no espaço e tecnologia muito simples.Tem a aldeia-base como ponto de referência, com grandes migrações tanto na estação seca quanto na das chuvas. A coleta é uma atividade feminina, já a caça, é uma atividade masculina. A pesca tem pouca importância e a agricultura é poucodesenvolvida.

Analisando essas características e compreendendo a importância da cultura em manifestações artísticas e arquitetônicas neste grupo indígena, comentaremos três aspectos desta tribo: arquitetura (edifícios importantes para a organização da tribo), arranjo territorial e artefatos ritual-artísticos.
































ASPECTOSARQUITETÔNICOS

Os xavantes tem como característica a construção de aldeias com grande número de casas tendo como modelo tradicional, casa com forma circular com cobertura em cúpula, e abrigava uma família extensa matrilocal.

  Participavam de sua construção – os adultos que nela iam morar -, o que ocorria durante a estação seca. Os maridos mais jovens cortavam a madeira, preparavam a estrutura desustentação e as divisórias internas; as mulheres efetuavam a estrutura de vedação e o revestimento.

Inicialmente, fincava-se no chão um esteio de 5 a 6m de altura, que marcava ocentro da construção. Vários outros esteios maiores e mais finos eram fincados ao redor do esteio central, distanciando-se dele 3,50 ou 3,80m, mantendo entre si cerca de meio metro de intervalo. Esses esteios lateraisdeveriam ser flexíveis, posto que eram fletidos para dentro do pequeno círculo e amarrados entre si ao centro, a cerca de 4,50m de altura, formando uma cúpula de 7,50 m de diâmetro na base. Após essa amarração, o esteio central podia ser retirado pra obterem espaço interno, é tarefa feminina colocar a palha nas tradicionais divisórias internas.

Uma única entrada era aberta para o interior daaldeia, tinha pouca altura, o que obrigava os moradores a se curvarem ao passarem por ela. Durante a noite, ou na ausência da família, essa entrada era fechada por uma porta de folhas de palmeira entrelaçadas.

Os índios efetuavam alguns buracos no revestimento (feito de folha de palmeira) para maior penetração da luz solar no interior das casas, e também para olhar o exterior, sem precisar sair.À exceção da aldeia Etenhore pré, ainda foram encontradas casas desse tipo entre os Xavantes. Nessa aldeia, a maioria das construções era de planta baixa retangular. A forma poligonal de seis a oito lados também foi sugerida pelos missionários a partir de depósitos edificados em alvenaria e palha entre 1972 e 1973, e que foram convertidas em dormitórios para rapazes Xavante internos no colégioda Missão, substituindo as tradicionais construções.

Os índios adotaram essa nova forma de planta baixa, mas conservaram a tecnologia de construção em madeira e folhas de palmeira, com as necessárias divisões internas. Fora da aldeia ainda encontrou-se 29 outras construções variadas: uma casa de hóspedes, alguns depósitos e coberturas sem parede, de planta baixa retangular; uma escola deplanta baixa poligonal; além de vários galinheiros construídos sob forma tradicional da antiga casa, sendo que alguns apresentavam cerca para manter as aves no local.

Quase todas as moradias atuais possuem duas portas, porem a mais utilizada é a que se comunica com o centro da aldeia. A outra é usada para trabalhos domésticos. As casas de planta baixa poligonal são irregulares e algumas vezes...
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