Traqueostomia

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Serviço de Cirurgia Cardio-torácica do CHVNG










Cuidados de Enfermagem ao doente traqueostomizado










Trabalho elaborado por:
Enfª Manuela Linhares
Enfº Pedro Silva


Sumário




0- Introducção 2

1- Traqueostomia – abordagem teórica 3
1.1- Indicaçõesvantagens e desvantagens 4
1.2- Complicações no pós-operatório imediato, tardio e após remoção da cânula 5
1.3- Tipos de cânulas 6
1.4- Quando insuflar o cuff 7
1.4.1- Técnica de insuflação 7
2- Cuidados de Enfermagem 8
2.1- No pós- operatório imediato 8
2.2- Cuidados gerais ao doente com Traqueostomia 8
3- Plano standard segundo CIPE/ICNP 13
4- Conclusão 16
Bibliografia 17
0-IntroducçãoEste trabalho insere-se no âmbito do programa de acções de formação do Serviço de Internamento da Cirurgia Torácica do CHVG. Consequentemente, o contíudo deste visa colmatar e rever conhecimentos teóricos, assim como elaborar orientações que permitam melhorar a prática clínica ao nível da detecção de problemas em que a Enfermagem pode intervir e/ou também na vigilância a Ter sob estetipo de doentes.
Sendo assim, este trabalho è composto por 3 partes: uma primeira em que se procura fazer uma abordagem teórica sobre a traqueostomia; uma segunda parte em que se apresentam os cuidados de Enfermagem fundamentados; e finalmente uma terceira parte em que procuramos aplicar os conceitos anteriores a nossa pratica diaria a través da elaboração de um plano standard segundo alinguagem da CIPE (a qual è pela primeira vez utilizada neste serviço), além disso incluímos em anexo normas orientadoras para a execução do penso da traqueostomia e da aspiração de secreções, procedimentos estes que fazem parte das intervenções incluídas no plano standard.
A metodologia usada foi a pesquisa bibliográfica e observação directa da prática clínica.
Traqueostomia: abordagem teóricaA traqueostomia é uma abertura artificial na traqueia (ver fig. ) na qual o tubo é inserido. É utilizada para:

1- Estabelecer e manter uma via respiratória.
2- Impedir a aspiração de vómito de alimentos, vedando a traqueia e separando-a do tubo digestivo na pessoa inconsciente ou paralisada.
3- Tratar o doente que necessita de ventilação com pressão positiva e não pode serdada eficazmente por meio de máscara.
A opção de se efectuar inicialmente entubação endotraqueal ou traqueostomia depende das instalações disponiveis e da opção do médico. Actualmente a maior parte dos médicos consideram mais seguro fazer entubação endotraqual de emergência e depois fazer a traqueostomia como procedimento sem carácter de emergência, no bloco operàtorio, se for necessárioapoio ventilatório prolongado.
O tubo endotraqueal não permanece colocado mais de 10 a 14 dias.



Indicações


A traqueostomia é efectuada no caso de:

- Paralisia da laringe bilateral, em que a passagem do ar è inadequada o que leva a dispneia incapacitante e estridor com esforço.
- Edema agudo da laringe que faz com que a via aérea se estreite ou feche, e exige arestauração da passagem do ar. O edema agudo da laringe pode resultar de choque anafilatico, urticária, laringite aguda, grave doença inflamatória da garganta ou edema após entubação. Se este for crónico devida a tratamento da laringe por radiações ou tumores do pescoço, exige uma traqueostomia.
- Se for necessário manter uma via respiratória durante um periodo prolongado ou se houver traumatismodas vias aéreas que impeçam o emprego de um tubo endotraqueal como por exemplo, queimaduras graves, obstrução da laringe causada por tumores, infecções ou paralisia das cordas vocais.
A traqueostomia pode ser temporária ou definitiva.
É definitiva no caso de tumores da laringe (laringectomia). Estes doentes necessitam sempre da traqueostomia para evitar a aspiração de alimentos e de...
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