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Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias


As primeiras ciclovias de Joinville apareceram na década de 70 e a principal função era para o transporte dos operários da Fundição Tupy, gerando economia para a empresa que não precisava pagar transporte coletivo e realmente são vias seguras para o ciclista, com meio fio que divide automóveis e bicicletas.
Já asciclofaixas, que são maioria na cidade, é apenas um espaço de asfalto na lateral, com a divisão de uma faixa pintada no chão e tachões (as famosas tartarugas) que não impedem os automóveis de utilizar essa parte que deveria ser reservada para dar segurança.
Para quem usa a bicicleta como principal meio de transporte em Joinville, atravessar a cidade é um desafio. Não há ciclovias em ruas que ligam azona Sul à zona Norte, como as avenidas Procópio Gomes, Santos Dumont e a rua Florianópolis, situação que obriga os ciclistas a disputar espaço com os automóveis.
Apesar do pensamento tradicional ser o de multar os motoristas que cometem a infração, isso não vai evitar as infrações e vai continuar deixando os ciclistas em posição de perigo e insegurança já que o brasileiro adora dar seu“jeitinho” quando ninguém está vendo.
É preciso então proteger os ciclistas e seu espaço para impedir os automóveis de cometer a infração, colocando no mínimo o meio fio e convocando os ciclistas para discutir melhores padrões de segurança e rapidez.
Quando mencionei esse caso específico aos órgãos responsáveis, a resposta que obtive foi de que quando o binário ficar pronto tudo seráresolvido, porém fui treinado a ter visão sistêmica, e este caso não é específico pois repete a insegurança em diversos outros pontos da cidade onde existe ciclofaixa, como a Marquês de Olinda, Otto Boehm e muitas outras ruas.
Numa sociedade onde as políticas públicas priorizam os veículos, mesmo que haja leis determinando a preferência para pedestres e ciclistas, consolida-se uma cultura àmotorização. Nela, a rua está para o carro assim como o mar está para o peixe. A bicicleta é vista como um corpo estranho. Políticas públicas devem não só abandonar os privilégios aos carros, mas educar a sociedade e priorizar o ser humano - pedestres e ciclistas -, nas questões de mobilidade urbana.
O uso da bicicleta como principal veículo de mobilidade individual tem sido cada vez maisadotado por sociedades e governos comprometidos com a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente. E o planeta, saqueado, está com seu equilíbrio violentamente agredido e avisando-nos, com os cada vez mais frequentes desastres ambientais.






REPORTAGEM:




Reportagem publicada no Jornal A Notícia de 19 de Março de 2011.




Pai reclama da falta de segurança paraciclistas nas ruas de Joinville.


Quem pensa uma cidade? Quem organiza os eventos públicos de uma cidade? Quem libera os eventos em uma Cidade? Bom, em Joinville é a Prefeitura, representada pela CONURB, Policia Militar e demais órgãos ligados a área.
Sou Engenheiro Civil, Pai e Ciclista, logo é com este olhar que analiso Joinville. Quando estou andando de bicicleta com a minhafilha “sobre a calçada do Batalhão”, e através do olhar,sou criticado pelas pessoas que caminham no local, olho para a ciclovia mal projetada logo ao meu lado e penso: Não vou arriscar a minha vida e a vida da minha família em um local mal projetado, onde diariamente os pneus dos carros colidem com as divisórias colocadas visivelmente de forma errada, entre a ciclovia e a pista de rolamento dosveículos.
Não é necessário comentar, mas todo o motorista que passa ao lado do Batalhão sofre com a grande quantidade de veículos, pistas estreitas, curva acentuada e os tachões de concreto logo ali ao lado. Só estamos aguardando um acidente.
Pior ainda aconteceu domingos passado, quando fomos para a Rua do Lazer, único local, por mais precário e improvisado que seja, para andar de...
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