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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

INSTITUTO DE CINCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

CURSO DE ENGENHARIA BSICA











A DESCOBERTA DOS RAIOS-X

(SUAS APLICAES NA CINCIA E NA TECNOLOGIA)

(IMPACTOS PRODUZIDOS NA SOCIEDADE)






ALBERIS DE SOUZA RA: B186DI-1 DIEGO RENAN MARTINS RA: B023BF-6 JONES FABIANO ZACHARIAS RA: B030HJ-9 JONI ADACHI SAKAI RA: A96FDH-6 LAZARO EDUARDO PRADORA: A78ICA-2












BAURU - SP 2012

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INTRODUO






A Busca




No ano de 1938, Michael Faraday realizou inmeros experimentos com descargas eltricas em gases rarefeitos, associando seu nome descoberta dos raios catdicos. Porm, devido a dificuldades tcnicas para a produo de vcuo de boa qualidade, as pesquisas s foram impulsionadas vinte anosdepois.



Michael Faraday




Por volta de 1958, Johann Hittorf (1824 – 1914) com seu mestre Julius Plcker (1801-1868) observou tubos com raios de grande energia que eram expelidos de um eletrodo negativo que, ao colidir com o vidro produziam certa fluorescncia.

Em 1876, Eugene Goldstein (1850-1931) interpretou que esses raios eram ondas no ter e denominou-os raios catdicos. Para o fsicoWilliam Crookes, os raios catdicos eram molculas carregadas aos quais constituam o quarto estado da matria. Em 1897, J.J. Thomson desvenda o mistrio e demonstra que os raios catdicos so, na verdade, eltrons.

Ao longo desses 40 anos, muitos pesquisadores estiveram muito prximos descoberta dos raios-X. Num artigo publicado em 1880, Goldstein menciona que uma tela fluorescente podia ser excitada,mesmo quando protegida dos raios catdicos. Thomson tambm chegou perto; um ano antes da descoberta do raio-X, relatou que havia observado fosforescncia em peas de vidros colocadas a centmetros de distncia do tubo de vcuo.

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Crookes chegou a queixar-se da fbrica de insumos fotogrficos Ilford, por lhe enviar papis “velados”. Esses papis, que protegidos da luz eram colocados prximosaos tubos de raios catdicos, velavam devido aos raios-X ali produzidos.



Crookes Tubo

Heinrich Hertz, em 1892, verificou que um pedao de vidro de urnio envolto por finas folhas de alumnio e colocado dentro do tubo de raios catdicos ficava luminoso devido a estes atravessarem o alumnio. Na poca Hertz estava muito ocupado para pesquisar mais sobre o fenmeno e deu permisso a seu alunoPhilipp Lenard para aprofundar-se mais nesses estudos. Assim, Lenard construiu uma verso prpria de um tubo de Crookes que continha uma pequena janela de alumnio por onde os raios catdicos podiam transpassar para o exterior do tubo permitindo o estudo da interao dos raios com diversos materiais fosforescentes.

Aps suas primeiras observaes Lenard publicou que os raios sensibilizavam uma chapa metlica;um disco de alumnio previamente eletrizado era descarregado quando atingido pelos raios mesmo quando colocado a alguns metros do tubo, distncia muito maior do que o alcance dos raios catdicos no ar que de aproximadamente poucos centmetros; quando a mo era colocada no trajeto dos raios o efeito de descarga eltrica desaparecia; e que alguns raios eram defletidos continuamente por um campo magnticoem diferentes intensidades e outros nem chegavam a defletir.



Acredita-se que os raios estudados por Lenard eram constitudos de raios catdicos (eltrons) e de raios-X, porm ele acreditava ser apenas raios catdicos. Caso Lenard tivesse utilizado uma janela de alumnio espessa suficiente para que os eltrons fossem bloqueados, observaria apenas um feixe de raios-X.


Philipp Lenard

Pag. 3Pode-se dizer que Lenard foi, entre todos os pesquisadores, o que mais se aproximou da descoberta de Rntgen. A descoberta dos raios-X estava muito prxima de ser atingida faltava apenas algum com uma viso privilegiada para detect-los.

A Descoberta

Em 1896, menos de um ano aps a descoberta, aproximadamente 49 livros e panfletos e 1.000 artigos j haviam sido publicados sobre o...
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