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  • Publicado : 27 de novembro de 2012
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Carl Rogers começa o livro se apresentando, fala de sua infância, vida adulta e seu trabalho.
“- Será que eu disponho de conhecimento, dos recursos, da força psicológica, da habilidade – ou do que quer que seja necessário para ajudar um indivíduo? Por mais de vinte cinco anos venho tentando responder a esse tipo de desafio. Isso fez com que Rogers recorresse a todos os elementos de sua formaçãoprofissional. Uma maneira breve de descrever essa mudança seria dizer que nos primeiros cinco anos de sua carreira profissional ele se fazia a seguinte pergunta: Como posso tratar ou curar, ou mudar essa pessoa?
É possível explicar uma pessoa a si mesma, prescrever passos que devem conduzi-la para frente, treiná-la em conhecimentos sobre um modo de vida mais satisfatório. Descobri que quanto maistentar ser genuíno na relação, mais útil será. Ser genuíno também envolve a disposição para se expressar, em minhas palavras e em meu comportamento, os vários sentimentos e atitudes que existem em mim. Também acho que a relação é significativa na medida em que sinto um desejo contínuo de compreender – uma empatia sensível com cada um dos sentimentos e comunicações do cliente como estes lheparecem no momento. Nem sempre sou capaz de alcançar esse tipo de relacionamento com o outro, e algumas vezes, quando sinto tê-lo alcançado em mim mesmo, a outra pessoa pode estar demasiado assustada para perceber o que lhe está sendo oferecido.
A maior parte dos estudos realizados são esclarecedores das atitudes da pessoa que ajuda atitudes que nessa relação favorecem ou, pelo contrário, inibem ocrescimento.
Descobriu-se que a transformação pessoa é facilitada quando o psicoterapeuta é aquilo que é, quando as suas relações com o cliente são autênticas e sem máscaras ou fachadas exprimindo abertamente os sentimentos e as atitudes que nesse momento fluem nele. Essa condição é definida pelo termo “Congruência”, procurando significar que os sentimentos que o terapeuta estiver vivenciando estãodisponíveis para ele, disponíveis para sua consciência e ele pode viver esses sentimentos, para assumi-los e pode comunica-los se for o caso. Ninguém realiza plenamente essa condição e, portanto, quanto mais o terapeuta souber ouvir e aceitar o que se passa em si mesmo, quanto mais ele for capaz de assumir a complexidade dos seus sentimentos, sem receio, maior será o seu grau de congruência.
Oprocesso da psicoterapia, tal como o fomos aprendendo a partir da orientação centrada no cliente, é uma experiência única e dinâmica, diferente de indivíduo para individuo, mas patenteando uma lei e uma ordem espantosa na sua generalidade. Tentei recentemente elaborar uma descrição da terapia centrada no cliente. Não vou repetir aqui essa descrição, senão para dizer que todos os dados provenientesda prática e da investigação parecem emergir certas características persistentes no processo: aumento do discernimento quanto ao mundo interno da maturidade dos comportamentos relatados, de atitudes mais positivas, à medida que a psicoterapia progride; alterações da percepção e da aceitação de si; incorporação de experiências previamente negadas na estrutura do eu; mudança de orientação da fonte deavaliação, passando do exterior para o interior; transformações na relação terapêutica; alterações características na estrutura da personalidade, no comportamento e nas condições fisiológicas.
Como terapeutas passamos a temer menos nossos sentimentos positivos (ou negativos) em relação ao cliente. Quando uma pessoa me procura, perturbada por sua combinação única de dificuldades, constatei sermuito válido tentar criar uma relação com ela na qual esteja segura e livre É meu propósito compreender a maneira como se sente em seu próprio mundo interior, aceitá-la como ela é criar uma atmosfera de liberdade na qual ela possa se mover, ao pensar, sentir e ser, em qualquer direção que desejar.
A vivência de sentir é realmente a descoberta dos elementos desconhecidos do eu. Não é somente a...
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