Trabalho de ecai

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  • Publicado : 6 de dezembro de 2012
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Este texto tem como objetivo contribuir para o debate sobre o ensino fundamental de nove anos, tendo como foco a busca de possibilidades adequadas para recebermos as crianças de seis anos de idade nessa etapa de ensino.
1. Para superarmos o desafio da implantação de um ensino fundamental de nove anos, acreditamos que é necessária a participação de todos e a ampliação do debate no interior decada escola. Nesse processo, a primeira pergunta que nos inquieta e abre a possibilidade de discussão: quem são as crianças de hoje? Tal pergunta é fundamental A INFÂNCIA NA ESCOLA E NA VIDA: UMA RELAÇÃO FUNDAMENTAL
, pois encaminha o debate para pensarmos tanto sobre as concepções de infância que orientam as práticas escolares vigentes, quanto sobre as possibilidades de mudança que este momentoanuncia.
A literatura, as artes, a poesia e o cinema tem sido grandes aliados na percepção do mundo como a sociedade vê a infância.

1.1 Refletindo sobre a Pluralidade da Infância

Ao contribuir para desmistificar um conceito único de infância, chamando a atenção para o fato de que existem infâncias e não infância pelos aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos que envolvem essa faseda vida, os estudos de Ariès apontam a necessidade de se desconstruir padrões relativos a concepção burguesa de infância.
No Brasil, as grandes desigualdades na distribuição de renda e de poder foram responsáveis por infâncias distintas para classes sociais também distintas.
Sombra de uma sociedade que viveu quase quatro séculos de escravidão, tendo a divisão entre senhores e escravos comodeterminante de sua estrutura social.
Vale lembrar que, no Brasil ainda é muito recente a busca pela democratização da escolarização obrigatória e presenciamos agora a sua ampliação. Nesse sentido, podemos ver o ensino fundamental de nove anos como mais uma estratégia de democratização e acesso a escola. A Lei nº 11.274/2006 assegura o direito das crianças de seis anos à educação formal, obrigando asfamílias a matriculá-las e o Estado a oferecer o atendimento.
Que espaços e tempos estamos criando para que as crianças possam trazer para dentro da escola as muitas questões e inquietudes que envolvem esse período da vida?
A estética dos espaços e as relações que se estabelecem revelam o que pensamos sobre criança e educação. Refletir sobre a infância em sua pluralidade dentro da escola é,também, pensar nos espaços que têm sido destinados para que a criança possa viver esse tempo de vida com todos os direitos e deveres assegurados. Neste texto, embora tenhamos como objetivo o debate sobre a entrada das crianças de seis anos no ensino fundamental, queremos pensar que a infância não se resume a essa faixa etária e propor uma reflexão sobre que aspectos têm orientado a nossa prática. Esseé um exercício que requer tanto uma tomada de consciência pessoal, quanto o fortalecimento da organização coletiva de estudo a cerca desse tema, envolvendo professores, gestores, coordenadores e demais profissionais que atuam na escola.
Cabe destacar que assumir o desenvolvimento integral da criança e se comprometer com ele, não são tarefas só dos professores, mas de toda a comunidade escolar.1.2 Infância nos Espaços e os Espaços da Infância

A entrada das crianças de seis anos no ensino fundamental se faz em um contexto favorável, pois nunca se falou tanto da infância como se fala hoje. Os reflexos desse olhar podem ser percebidos em vários contextos da sociedade. No que diz respeito à escola, estamos em um momento de questionarmos nossas concepções e nossas práticas escolares.Nosso intuito é provocativo no sentido da reflexão e da investigação sobre quem são essas crianças que estão chegando às nossas salas de aula. Para considerar a infância em toda sua dimensão, é preciso olhar não só para o cotidiano das instituições de ensino como também para os outros espaços sociais em que as crianças estão inseridas.
Ampliando o olhar, percebemos que não só a escola e a...
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