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A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ, NA INTERFACE COM A REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL PARA POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE VULNERALIBILIDADE. 1

Thaís Wachholz2 Regina Panceri3

RESUMO:
O presente artigo tem por finalidade apresentar, por meio do discurso dos psicólogos, o seu papel e importância na rede de proteção social para populações em situação de vulnerabilidade. Para a composiçãodeste trabalho foram utilizados como instrumentos, pesquisa bibliográfica acerca do tema e questionário aberto, buscando responder as seguintes questões: identificar as atribuições e o papel do psicólogo nos programas da rede de proteção social no município de Araranguá; identificar quais os programas da rede de proteção social em que o psicólogo faz parte obrigatoriamente do quadro técnico;pesquisar que tipo de prática é pertinente ao psicólogo junto ao programa em que está inserido e por fim, identificar qual a importância do trabalho que realizam junto aos programas da rede de proteção social em atenção às populações em situação de vulnerabilidade. Como conclusão, foi possível afirmar a importância do profissional de psicologia como agente ativo junto aos programas sociais. O psicólogo écategoricamente parte integrante do processo que, juntamente com outros profissionais, trabalha pela autonomia, independência e transformação da realidade de sujeitos em situação de risco e vulnerabilidade social. É uma atuação comprometida com a promoção de direitos, de cidadania, da saúde, com a promoção da vida e que leve em conta o contexto no qual vive a população atendida. Propor, a partirdas nossas intervenções, atravessar o cotidiano de desigualdades e violências a estas populações, visando o enfrentamento e superação das vulnerabilidades, investindo na apropriação, por todos nós, do lugar de protagonista na conquista e afirmação de direitos.

PALAVRAS-CHAVE: Psicologia. Rede de Proteção Social. Assistência Social. Programas Sociais.

Artigo Científico apresentado ao Curso deGestão Social de Políticas Públicas, Campus Araranguá, da Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, como trabalho final. Especialização Lato Sensu. Psicóloga – CRP 12/04705, PsicanalistaUniversidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL thaiscrespa@hotmail.com 3 Orientadora, Mestre em Serviço Social, Doutora em Engenharia de Produção, professora Curso de Serviço Social Unisulregina.panceri@unisul.br
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INTRODUÇÃO Historicamente, a assistência social tem sido entendida como política social de

benemerência, com práticas assistencialistas, dito de maneira mais simples, como aquela que pratica a caridade. No entanto, a partir da luta dos profissionais da assistência, foi possível transformar o que antes era tido como ato de caridade, em política pública. Quando se fala empolítica pública de seguridade social, se propõe a implantação de alternativas que visem minimizar as desigualdades sociais, através da implantação de ações que atendam diretamente a população que se encontra à margem da sociedade, proporcionando a estes sujeitos, autonomia, dignidade e principalmente, caracterizá-los como sujeitos de direitos e deveres. A partir da Lei Orgânica da AssistênciaSocial (LOAS) - sancionada em dezembro de 1993 – que dispõe acerca da Política Nacional de Assistência Social, foi possível estabelecer critérios para o atendimento, bem como, assegurar que todas as ações fossem garantidas legalmente. Desde então, todos os serviços prestados à população, estão padronizados e são fiscalizados para que atendam a demanda reprimida de forma igualitária e com qualidade.Para tanto, a Política de Assistência Social define como regulador destas ações, o Sistema Único de Assistência Social – o SUAS, que é um modelo de gestão descentralizado e participativo, que se constitui através da regulação e organização em todo território nacional dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais, de caráter continuado ou eventual, executados e providos por...
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