Tocotraumatismo

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1155 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 21 de março de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
TOCOTRAUMATISMO
* Traumas ocorridos no feto, no nascimento, de maneira natural ou iatrogênica; evitáveis ou não.
* Condições predisponentes: prematuridade; macrossomia; hipóxia; vícios pélvicos; hipercinesias; analgesias; placenta prévia; excessivos toques vaginais.
* Causas determinantes: período expulsivo prolongado ou muito rápido; fórceps; manobra de Kristeller (hipertensãoendocraniana); vacuoextração; versão interna; parto pélvico, oligohidrâmnios; escavamento do ombro; primiparidade; anomalias pélvicas maternas.
* Para identificar o tocotraumatismo: exames físicos e neurológicos – simetria da estrutura e funções; integridade do crânio e couro cabeludo; exame dos nervos cranianos; movimento das articulações.
TRAUMAS LEVES
Lesões de Pele
* Erosões, eritemas,ulcerações, equimoses (podem levar à hiperbilirrubinemia em anemia no RNTP) e petéquias (localizadas, desaparecem em dias).
* Geralmente acontecem em distocias (período expulsivo prolongado)
* Conduta: Manter sempre as lesões limpas para evitar infecções secundárias

Ferimentos cortocontusos de partes moles
* Geralmente lacerações no couro cabeludo e nádegas durante a cesárea e incisões perineais* Conduta: se há laceração aproximar bordos com tela adesiva ou sutura com mononáilon fino.
Adiponecrose
* Lesão endurecida e circunscrita de coloração avermelhada; geralmente em fetos grandes e em locais de maior deposição de gordura – face, braços, coxas e nádegas.
* Aparece entre o 6º e 15º dia de vida; regride em 6 a 8 semanas – não necessita de tto específico.
* Além do trauma departo, pode associar-se à hipóxia, isquemia local e hipotermia
Hemorragiae petéquias faciais, hemorragia conjuntival
* Acontecem em partos difíceis ou muito rápidos e nas apresentações de face; reabsorvem em até 2 semanas.
Caput Succedaneum
* Bossa serossanguínea devido à compressão vascular na região de apresentação durante o parto prolongado.
* Forma cacifo; não acompanha surutas;associada à discromia; geralmente em couro cabeludo, face, nádegas e extremidades.
* Desaparece em até 48h; não há tto específico.

Fratura da clavícula
* Principal tocotraumatismo ósseo; fratura em galho verde e calo ósseo ao final de 7 a 10 dias.
* Pode ser completa: movimentação diminuída do braço afetado, choro excessivo, edema local.
* Diagnóstico é clínico e deve-se manter o braçoafetado imobilizado
TRAUMAS MODERADOS
Paresia braquial; lesão da laringe.
Céfalo-hematoma
* Coleção sanguínea subperióstea no crânio formada pela ruptura de vasos no trabalho de parto
* Circunscrita a um só osso, sem discromias, consistência cística; reabsorvido em 2 a 6 semanas.
* Pode ocorrer anemia e hiperbilirrubinemia indicação de fototerapia ou hemotransfusão.
* Pode evoluir comabcesso se houver septicemia, sendo necessários antibióticos e drenagem cirúrgica.

Trauma do esternocleidomastóideo
* Lesão do músculo e substituição por tecido fibroso devido à posição viciosa da cabeça fetal, apresentação pélvica ou compressão do músculo (distocias);
* Tumoração em oliva, firme, com limitação da rotação do pescoço para o lado lesionado e da flexão lateral.
* Desaparececom 5 a 6 meses de vida, mas pode se prolongar havendo fibrose residual, escoliose cervical e torcicolo.
Paralisia unilateral das cordas vocais
* Incomum; devido à tração excessiva da cabeça na hora do parto (a. pélvica) e à tração lateral do fórceps (a. cefálica)
* Há lesão no nervo recorrente laríngeo e no vago, sendo a corda esquerda mais lesada – cornagem e estridor inspiratório nochoro. o quadro regride em 4 a 6 semanas.
* Diagnóstico com laringoscopia direta; RN deve ser mantido em repouso, sem chorar para evitar aspiração.
* Paralisia bilateral é grave, com dificuldades na respiração espontânea - necessário intubação e traqueostomia.
Estrabismo
* Devido a compressões diversas (ex. fórceps), há lesão no sexto par e estrabismo interno.
* Regride de 2 a 3 meses;...
tracking img