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1

Novas Diretrizes Curriculares
para o Curso de Jornalismo
José Marques de Melo

Universidade Metodista de São Paulo

Alfredo Vizeu

Universidade Federal de Pernambuco

Carlos Chaparro
Universidade de São Paulo

Eduardo Meditsch

Universidade Federal de Santa Catarina

Luiz Gonzaga Motta
Universidade de Brasília

Lucia Araújo
Fundação Roberto Marinho / Canal FuturaSergio Mattos

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Sonia Virginia Moreira

Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Introdução
Contexto
Em audiência realizada, em Brasília, no dia 18 de setembro de 2009, o
Ministro Fernando Haddad, acompanhado pela Diretora do Ensino Superior
do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, acolheu o relatório final dos trabalhos
realizados pela Comissão deEspecialistas em Ensino de Jornalismo. O
Ministro da Educação anunciou que encaminhará o documento para
apreciação do Conselho Nacional de Educação – CNE –, antes de

2

promulgar o ato que fixará as novas diretrizes curriculares para o Curso de
Jornalismo.
Quando confiou ao presidente da comissão a responsabilidade de formar
um grupo para repensar o ensino de Jornalismo, no contexto de umasociedade em processo de fortalecimento da democracia, o Ministro
Fernando Haddad destacou o papel decisivo nele desempenhado pelo
Jornalismo, informando os cidadãos e formando as correntes de opinião
pública.
Assim sendo, a Comissão decidiu ouvir preliminarmente a sociedade, da
mesma forma que o presidente havia consultado as principais entidades
representativas da categoria dosjornalistas para indicar os seus
componentes1. O argumento para recorrer a essa metodologia foi a
circunstância de ali atuarem as forças que configuram a fisionomia do
Jornalismo Brasileiro, das fontes aos usuários, ou seja, da emissão à
recepção das notícias e comentários.
Foram realizadas 3 audiências públicas, abertas à participação de todos os
agentes dos processos jornalísticos: no Rio deJaneiro, professores,
estudantes, pesquisadores, dirigentes de escolas, cursos, departamentos de
ensino e pesquisa expressaram suas aspirações, representando a
comunidade acadêmica; no Recife, foi a vez da comunidade profissional,
representada pelas organizações sindicais ou corporativas: empresas, setor
público e terceiro setor; em São Paulo manifestaram-se lideranças e
representantes dasociedade civil organizada: advogados, psicólogos,
educadores, religiosos, ecologistas, bem como outros segmentos
comunitários.
Da mesma forma, os cidadãos interessados na questão tiveram
oportunidade de encaminhar recomendações. Isso foi possível por meio de
uma consulta pública, realizada pelo portal do MEC, na internet, o que
permitiu o recebimento de uma centena de sugestões de todos os.quadrantes do território nacional2.
Além disso, o presidente e alguns membros da comissão ouviram as
propostas específicas de empresários, profissionais renomados, líderes
estudantis, docentes e pesquisadores, acolhendo todos os subsídios
possíveis.
1

As consultas incluíram lideranças das entidades corporativas como a Federação Nacional dos Jornalistas
– FENAJ -, Associação Nacional dos Jornais–ANJ, Associação Nacional de Revistas – ANER, além das
organizações acadêmicas, sobretudo SBPJOR – Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo e
FNPJ – Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.
2
Tais iniciativas não teriam sido realizadas a contento sem o apoio e a colaboração dos professores Paulo
Roberto Wollinger e Cleunice Matos Rehem, assessores da SESU, bem como doassessor de imprensa do
MEC, Nunzio Filho e das respectivas equipes, vinculadas ao Ministério da Educação.

3

Ao perfil de idéias e demandas captado nas audiências públicas agregou-se
a revisão do conhecimento existente sobre o ensino de jornalismo, na
literatura nacional e internacional, conteúdos que embasaram
substancialmente tanto o diagnóstico do cenário atual quanto os
argumentos...
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