Texto economia

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1 A CIÊNCIA ECONÔMICA – Da antiguidade aos Grandes paradoxos atuais Prof. Dr. Jefferson Marçal da Rocha1 1 ª Fase – Dos primórdios da humanidade a Escola Fisiocrática (1750) Durante muito tempo a economia apareceu meramente como um conjunto de preceitos e de soluções adaptadas a problemas particulares. Na antiguidade grega a economia não gozava do brilho da filosofia física, ética,política,mecânica e geometria por exemplo. Não possuía comprovações empíricas que a colocasse entre as principais áreas do conhecimento humano. O primeiro a utilizar o termo “economia” foi o filósofo Xenofonte – 431-355 a.C.- (de oikos, casa e nomos lei) e tinha como sentido a gestão de bens privados. Não era um pensamento econômico independente. De um modo geral tratava apenas da administração doméstica. ACrematística (de Chrema, posse riqueza) de Aristóteles, apesar do título, referia-se, sobretudo, aos aspectos pecuniários das transações. Ou seja o valor dos bens deve ser dado pela sua utilização – concepção ética-. Já na Roma antiga, apesar da evolução da economia de troca pela expansão do centro de afluência dos produtos de todas as províncias conquistadas, estimulando as transações comerciais ecriação de companhias mercantis e sociedades por ações. Contudo as preocupações dos romanos limitaram-se fundamentalmente à política, de modo que sua contribuição à economia foi quase nula. Na idade Média, entre os século XI e XIV, surgiu uma atividade econômica regional e interregional –Flandres, Champagne, Beaucaire entre outras, tornaram-se centros comerciais- o comércio Mediterrâneo retomou novoimpulso. Nesta época a Igreja procurou “moralizar” o interesse pessoal, reconheceu a dignidade do trabalho (manual e intelectual), condenou as taxas de juros, buscou o “justo preço”, a moderação dos agentes econômicos e o equilíbrio dos atos econômicos. A partir da metade do século XV, entretanto essa subordinação religiosa seria substituída pela preocupação metalista. O Mercantilismo (1450-1750)imprimiu ao pensamento econômico um cunho de arte empírica, de preceitos de administração pública que os governantes deveriam usar para aumentar a riqueza da nação.Na Espanha e em Portugal os economistas aconselhavam a proibição da saída de metais preciosos e da entrada de mercadorias estrangeiras; na França surgiu o intervencionismo na indústria e o protecionismo alfandegário para desenvolver aindustrialização interna, exportar mais e reduzir as importações ao mínimo possível; na Grã-Bretanha, o comércio e a navegação apareceram como as principais fontes da riqueza nacional etc. Importantes transformações marcaram o Mercantilismo: -Intelectuais – com o Renascimento e sua magnífica floração artística (Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo) e literário com a laicização – exclusão do elementoreligioso- de novas ideais por meio da imprensa (Gutemberg imprimiu a primeira Bíblia em 1450).

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Texto organizado como nota introdutória do ponto “Raízes e postulados da ciência econômica”- 2º semestre de 2004 –UCS- Campus de Canela.

2 -Religiosa – O movimento da Reforma em especial implantada por Calvino e pelos puritanos anglo-saxões, que exaltavam o individualismo e a atividadeeconômica, condenavam a ociosidade, justificavam os empréstimos a juros, a busca do lucro, o sucesso nos negócios. -Padrão de vida – marcadas pela reabilitação da vida material em relação as ascetismo (busca da moral) , conseqüentemente, pelo desejo de bem estar. Viagens inter-regionais propagaram novas maneiras de viver. -Transformação Política – O aparecimento do Estado Moderno, como coordenador dosrecursos materiais e humanos da nação. -Geográfica – Decorrentes da ampliação do “limites do mundo” graças as grandes descobertas (bússola) e as grandes navegações. - Econômicas – o afluxo à Europa de metais preciosos, provenientes do Novo Mundo, provocou o deslocamento do eixo econômico mundial:os grandes centros comerciais marítimos não mais se limitaram ao mediterrâneo mas estenderam-se pelo...
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