Teste pcl

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O PCL-R de Robert Hare
A tradução e validação da Escala Hare PCL-R no Brasil foram desenvolvidas atravésda Tese de Doutorado defendida na USP em 2003 pela psiquiatra Hilda Clotilde Penteado Morana. Em 2005, a versão em língua portuguesa foi submetida ao processo de avaliação pelo Conselho Federal de Psicologia onde obteve parecer favorável. O PCL-R é uma escala de pontuação para aavaliação de psicopatia em populações forenses masculinas desenvolvido pelo canadense Robert Hare. O psicólogo da University of Bristish Columbia que se dedica ao estudo da psicopatia há mais de trinta anos. Além da autoria do PCL-R, Robert Hare é co-autor de outros instrumentos derivados deste.
O PCL-R foi traduzido em dez idiomas e utilizado em diversos países, tais comoNova Zelândia, Austrália, China, HongKong, EUA, Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia,Alemanha, dentre outros lugares, (MORANA, 2003) “sendo unanimemente considerado oinstrumento mais fidedigno para identificar criminosos psicopatas, em especial no contexto forense” (MORANA, 2004, p. 14)

A Escala Hare PCL-R é composta por Manual com critérios parapontuação de psicopatia, “Caderno de Pontuação”, “Roteiro de Entrevistas e Informações” e um protocolo“Check-list de Pontuação para Psicopatia”.O “Caderno de Pontuação” é um guia de administração e pontuação e contém as instruções e critérios para se proceder a avaliação e pontuação dos itens. A pontuação é feita com base na entrevista semi-estruturada realizada através do “Roteiro de entrevistaseinformações” e o indivíduo é avaliado de acordo com vinte itens característicos da psicopatia que poderão ser pontuados de 0 a 2. Pontua-se 0 em situações em que o examinando não apresenta as características avaliadas; 1 se talvez apresente traços e 2 se as características em questão correspondem às apresentadas pelo mesmo. Os itens são divididos em dois grupos – Fator 1 e Fator 2. O primeirorelaciona-se às características centrais dos traços da personalidade que compõem o perfil do protótipo da condição de psicopatia, enquanto o segundo estaria mais voltado para qualidades do comportamento considerado socialmente desviante.
O Fator 1 irá avaliar e mensurar os seguintes itens:
1)Loquacidade/charme superficial;
2)Superestima;
3)Mentira patológica;
4) Vigarice/manipulação;
5) Ausênciade remorso ou culpa;
6) Insensibilidade afetivo-emocional;
7) Indiferença/falta de empatia; e
8)Incapacidade de aceitar responsabilidade pelos próprios atos.
Já o Fator 2, que engloba traços da “tendência a comportamento socialmente desviante”, agrupa características como:
1) Necessidade de estimulação/tendência ao tédio;
2) Estilo de vida parasitário;
3) Descontrolescomportamentais;
4) Transtornos de conduta na infância;
5) Ausência de metas realistas e de longo prazo;
6) Impulsividade;
7) Irresponsabilidade;
8) Delinqüência juvenil;
9) Revogação da liberdade condicional.
Outras três características são também pontuadas no protocolo, porém não se encaixam nos fatores citados:
1)Promiscuidade sexual;
2) Relacionamentos conjugais de curtaduração;
3) Versatilidade criminalEssas três características compõem em conjunto com os fatores 1 e 2 as características prototípicas da psicopatia. A escala avalia o indivíduo com base nesses 20 itens que serão quantificados com base em uma escala de três pontos (0, 1 ou 2) e que somados podem chegar até 40 pontos. Cerca de15 a 40% dos criminosos apresentam um escore de pelo menos 25, sendo este ovalor utilizado para ponto de corte na padronização de pesquisas para o diagnóstico de psicopatia. O valor exato do ponto de corte irá variar de acordo com as características culturais. SegundoHare, nos EUA e no Canadá, o ponto de corte tradicionalmente utilizado é de 30 paraidentificar psicopatia. Na Europa os autores sugerem o ponto de corte de 25. No Brasil, osestudos de Hilda Morana...
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