terapia cognitiva

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  • Publicado : 3 de julho de 2013
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O filme conta a historia de vida de uma família “pobre”,na qual Leo, filho mais novo recusa sua nacionalidade, dizendo ser italiano e que seu nome era Léolo Lauzonne . Pude perceber que o filme através das situações vividas pelos personagens, nos revela múltiplas interpretações, e possíveis proporções dequestionamentos. Neste o pai de Léolo parece estar muito ligado na fase anal, devido seu prazer em relação ao produto fecal, sendo que age de forma obsessiva obrigando, constrangendo os filhos a tomar laxante enquanto esperava o resultado na porta do banheiro. Léolo é o único que se recusa a tomar o laxante edribla o pai várias vezes usando as fezes da irmã, a fim de satisfazer a obsessão do pai. Logo Fernand irmão de Léolo, é frágil apesar de seus grandes músculos, parece ser complexo de inferioridade, sua mãe aparentemente tem maior controle emocional, porém não pode evitar aos filhos. Mais tarde Léolo descobre o sexoe encanta-se por sua vizinha Bianca, e para atender sua libido ele encontra diferentes modos de satisfação.
A impressão que temos é de que ele traga uma tentativa de constituir um delírio, que o sustenta como sujeito, defendendo-o da Demandas imaginária do Outro, como vemos no filme, Léolo narra uma parte de um possível “delírio”:“aqueles que só acreditam em suas verdades me chamam de Leo Lozeau. Dizem que ele é meu pai. Mas eu sei que não sou filho porque esse homem é louco, e eu não. E em outro momento “temos” alucinação, quando Léolo relata sobre uma luz que canta para eletoda a vez que ele escreve. Essa luz tem a voz de Bianca.
Como é Observado
Os mecanismos de defesa são, de certa forma, uma proteção do ego contra as exigências pulsionais. Todas as pessoas possuem mecanismos de defesa atuando em seu comportamento e pensamentos. O excesso desses mecanismos podem ser a indicação de sintomas neuróticos ou até de sintomas psicóticos, nesse segundo caso,principalmente, o excesso dos mecanismos de projeção, negação da realidade e divisão do eu.
“Podemos perceber que há uma relação importante entre defesa e divisão do eu. A constituição do sujeito como neurótico ou como psicótico, isto é, a estrutura constituinte, estaria relacionada ao modo como se operou primordialmente essa defesa do eu: essa seria a cisão constituinte” (D'agord, 2004). O que éreferido aí são os dois processos pelo qual se inscreve o Nome-do-Pai no sujeito. “Tratando-se da neurose, o que está em jogo é o recalcamento, cujo retorno se constitui num sintoma; já, no caso do desmentido ou da recusa, estratégia do sujeito da perversão, o retorno é o fetiche; e o mecanismo de defesa da psicose é a foraclusão, tendo a alucinação como aquilo que retorna” (Aragão & Ramirez, 2004,p-101), ou seja, no caso da foraclusão o retorno é no real.
No presente trabalho, defendemos a hipótese de que Leo é um sujeito psicótico, defendendo também aí, a hipótese de que Leo foracluiu o Nome-do-pai.. Como podemos ver elementos no filme que nos dêem indícios que esse mecanismo de defesa “primário” tenha operado no personagem? Pelo fato de Leo negar sua origem paterna - e aí temos um outromecanismo de defesa operando: a negação – não se identificando com nenhuma das características do seu pai e não aceitando o nome (sobrenome) que viria a corroborar essa origem, ele nos dá pistas de que a função paterna não tenha sido exercida por esse pai, que parece incapaz de entrar, interditando a relação dual de Leo com a sua mãe, acaba assim se dando a foraclusão do Nome-do-pai.
A negação...
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