terapia cognitiva

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Objetivo: aprimorar os conhecimentos de estudantes

m ó d u l o

Ana Maria Serra - Ins titut o de Terapia Cognitiva São Paulo-SP

e profissionais da Psicologia sobre a Terapia Cognitiva.

ITC – Instituto de Terapia Cognitiva, São Paulo-SP

Coordenação: Claudia Stella, Psicóloga Clínica,
Doutora em Educação, Docente em Psicologia e
Editora da revista Psicologia Brasil.

Módulos:oito módulos que serão publicados em
revistas seqüenciais.

Conteúdo dos módulos:

1

Introdução à Terapia Cognitiva

2 Conceitos e preconceitos sobre Terapia Cognitiva
3 Terapia Cognitiva e Depressão
Terapia Cognitiva e Suicídio
Terapia Cognitiva e Intervenção em Crise
4 Terapia Cognitiva e Transtornos de Ansiedade
Tópicos especiais em Terapia Cognitiva aplicada aos
Transtornos deAnsiedade, TOC (Transtorno ObssessivoCompulsivo), Fobias, Transtorno de Pânico, TEPT (Transtorno
de Estresse Pós-Traumático), Ansiedade Associada à Saúde
5 Terapia Cognitiva e Dependência Química
Terapia Cognitiva e Transtornos Alimentares
Terapia Cognitiva nas Organizações
6 Terapia Cognitiva com Casais e Famílias
Terapia Cognitiva com Crianças e Adolescentes
Terapia Cognitiva e Prevençãode Depressão em
Crianças e Adolescentes
7 Terapia Cognitiva e Transtornos de Personalidade
Terapia Cognitiva e Esquizofrenia
Terapia Cognitiva e Transtorno Bipolar
8 Resistência em Terapia Cognitiva
Terapia Cognitiva com pacientes difíceis
A aliança terapêutica em Terapia Cognitiva
Questões relacionadas a treinamento em Terapia Cognitva

introdução
à terapia
cognitiva

Elaboração:Ana Maria Serra, PhD.

Bases Históricas
da Terapia Cognitiva
Na década de 1950, nos Estados Unidos, os
princípios Piagetianos da Epistemotologia
Genética e do Construtivismo eram
conhecidos no mundo acadêmico, bem
como a Psicologia dos Construtos Pessoais
de Kelly. Além disso, devido à emergência
das ciências cognitivas, o contexto
da época já sinalizava uma transição
generalizada paraa perspectiva cognitiva de
processamento de informação, com clínicos
defendendo uma abordagem mais cognitiva
aos transtornos emocionais. Observou-se
nessa época uma rara convergência entre
psicanalistas e behavioristas em um ponto:
sua insatisfação com os próprios modelos
de depressão, respectivamente, o modelo
psicanalítico da raiva retroflexa e o modelo
behaviorista do condicionamentooperante.
Clínicos apontavam para a validade
questionável desses modelos como modelos
de depressão clínica.
Em decorrência, observou-se nas décadas
de 1960 e 1970 um afastamento da
psicanálise e do behaviorismo radical por
vários de seus adeptos. Em 1962, Ellis,
propôs sua Rational Emotive Therapy,
ou Terapia Racional Emotiva, a primeira
psicoterapia contemporânea com clara
ênfasecognitiva, tomando os construtos
cognitivos como base dos transtornos
psicológicos. Behavioristas como Bandura,
Mahoney e Meichembaum publicaram
importantes obras em que apontavam
os processos cognitivos como cruciais na
aquisição e regulação do comportamento,
propondo a cognição como construto
mediacional entre o ambiente e o
comportamento, bem como estratégias
cognitivas ecomportamentais para
intervenção sobre variáveis cognitivas.
Martin Seligman, na mesma época, propôs
sua Teoria do Desamparo Aprendido, uma
teoria essencialmente cognitiva, e suas
revisões, como relevante para processos
psicológicos na depressão.

Em 1977, é lançado o Journal of Cognitive
Therapy and Research, o primeiro periódico
a tratar de Terapia Cognitiva. Em 1985, a
palavra “cognição” passa aser aceita em
publicações da AABT, Association for the
Advancement of Behavior Therapy. Em
1986 Beck é aceito como membro da
mesma AABT. E em 1987, ou seja, apenas
dois anos após a AABT aceitar a inclusão
da palavra “cognição” em suas publicações,
em uma pesquisa realizada entre membros
da AABT, 69% se identificaram como tendo
uma orientação cognitivo-comportamental.
Estava, portanto,...
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