Teorias eugenistas na europa no seculo xix

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Sumário




Introdução ............................................................................................ 1

Capítulo 1 .............................................................................................. x
1.1 As doutrinas raciais na Europa ............................................. x
1.2........................................................................................ x

Capítulo 2 .............................................................................................. x










































Introdução


O surgimento do racismo científico no século XIX, e seus desdobramentos na política e na sociedade, foi um assunto muito discutido entre historiadores,sociólogos e antropólogos.
Essas teorias raciais deram status científico às desigualdades entre seres humanos e através do conceito de raça, classificaram a humanidade, usando principalmente taxonomia, que nada mais é que uma teoria e prática de agrupamento de indivíduos em espécies, organizando essas espécies em grupos maiores e dando nome aos mesmos, produzindo assim uma classificação.No Brasil o tema raça sempre está em evidência, sobretudo quando falamos sobre as desigualdades entre negros e brancos, ou quando debatemos sobre cotas raciais, por exemplo.

























1.1. As doutrinas raciais na Europa


O historiador russo Léon Poliakov, analisou o mito ariano e percebeu que ele estava enraizado na sociedade européiadesde a idade média, ele destacou o “mito da origem”, que no século XIX, combinado a teorias raciais, deram sustentação ao mito ariano que, mais tarde iria fazer parte do discurso de Hitler, por exemplo .
Nos mitos de fundações das nações, quase sempre traziam a exclusão de povos, como o caso da França, que se auto intitulava de origem franca, diferentes dos servos que seriam de origemgaulesa ou romana.
Segundo Poliakov, o francês François Bernier (1625-1688) observou a existência de quatro ou cinco raças humanas diferentes, constituídas por europeus, egípcios e hindus (cor morena acidental causada pela exposição ao sol; como africanos, chineses, japoneses e indígenas).
No século XVII, Carlos Lineu (1707-1778), formulou uma teoria científica sobre a divisão dahumanidade.
Ele foi considerado o pai da taxonomia , ele sugere a divisão do homem em 4 raças – Americanus, Asiaticus, Africanus e Europeanus, além do homem Homo Ferus (selvagem) e Homo Mostruosos (anormal). Segundo Demetrio Magnoli (sociólogo brasileiro), a raça Europeanus era constituída por indivíduos inteligentes enquanto os Africanus por exemplo era lascivos e preguiçosos.
Umnaturalista francês Buffon (1707-1788), pensou ainda no século XVIII, a idéia de degeneração, que foi amplamente usada em meados do século XIX, para discutir as misturas raciais.
Segundo Lilian Schwarcz, foi no início do século XIX, que o termo “raça” foi introduzido na literatura especializada por George Cuvier (1769-1832), inaugurando a idéia da existência de heranças físicas permanentes entre osvários grupos humanos. Através de critérios baseados em diferenças geográficas e na variação da cor de pele, o naturalista francês, dividiu a humanidade em 3 subespécies - caucasiana, etíope e mongólica -, e depois as subdividiu por critérios: mistos, físicos e culturais.
Blumenbach (1782-1840) em 1806, estabeleceu 5 raças: caucásia, mongólica, etíope, americana e malaia. Buscava-se comisso uma reação ao pensamento Iluminista que devido aos pressupostos de igualdades nas revoluções, apresentava uma visão única de humanidade.
Com isso percebemos o início de uma criação de uma forma de classificação eurocêntrica, onde as características fisiológicas ganhavam importância nos discursos filosóficos e científicos da época.
Padrões como religião e cultura, perdiam terreno...
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