Teoria geral

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MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Tradução Pietro Nassetti. São Paulo, Martin Claret, 1999.

O livro é dedicado a Lorenzo de Médici, em que Maquiavel inicia-o com uma carta, na qual o apresenta como uma fonte de conselhos e sugestões. Ele diz na dedicatória que embora julgue que a obra seja indigna de ser apresentada na presença do príncipe, ainda assim confia que ele a aceitará devido a suahumanidade e, por ser um presente que relata uma grande extensão de conhecimentos, que contribuiria para entender em pouco tempo tudo que Maquiavel havia aprendido e compreendido em muitos anos, com muitas dificuldades e perigos.
A análise apresentada no livro é através de comparações na Historia, onde ele apresenta exemplos concretos, para definir suas conclusões e argumentações sobre a prática queum príncipe deve atuar para se manter no poder.
Maquiavel recomenda a utilização de todos o meios necessários para se obter os fins que procura atingir. Para isso, ele defende um governante forte, sem se preocupar de ser considerado cruel, pois é necessário para manter a estabilidades social, sob pena de distúrbios e convulsões sociais. O Estado deve ser forte com boas leis e bons soldados, paramanter a segurança, respeito e ordem.
A obra é dividida em 26 capítulos, em sua maior parte não muito extenso. Para melhor compreensão será analisado os capítulos individualmente.
No capitulo 1, ele mostra os dois tipos de Estados que existem ou que já existiram, a República ou os principados, em que este são hereditários ou fundados recentes, já aqueles são conquistados pela força ou sorte;No capítulo 2, fala da dificuldade de se manter um Estado novo é maior do que a de se manter um Estado hereditário, pois quanto a este último, o povo já está acostumado com a soberania de uma família reinante, de uma linhagem. Já o Estado novo, onde o povo não tem vínculo com o príncipe corre o risco de revolta-se, se o príncipe tentar mudar os costumes. Para que isso não ocorra, os príncipesdevem respeitar a cultura dos povos conquistados e adaptarem-se as novas circunstancias. Só assim se manterá no poder, “a menos que o derrube alguma força excepcional, mas se tal fato acontecer poderá reconquistá-lo na primeira oportunidade oferecida pelo usurpador.”;
Já no capítulo 3, ele analisa as dificuldades pela qual passa as monarquias novas, pois os povos têm sempre o desejo de mudança,desejo de melhoria; as pessoas mudam com grande facilidade de governantes esperando tal mudança, mas às vezes esse mudança é para pior. Devido à imposição do novo governo ou provocações vindas dos soldados do monarca, geram injúrias nas pessoas ofendidas com a ocupação do seu território. O pior é quando o conquistador do novo Estado possui leis, costumes e fala língua diferente da dos conquistados,pois, a dificuldade de comunicação é imensa, porém se a língua for à mesma, e este povo não estiver habituado com a liberdade, fica mais fácil dominá-lo. Ele aconselha que deva extinguir toda a linhagem de seus antigos governantes, mas não pode deixar que haja divergência de costumes; devendo manter as leis e dos tributos. E no caso de conquistar uma província com língua, leis e costumesdiferentes, Maquiavel apresenta duas maneiras de manter esse território, a primeira é que o monarca tome como residência o território conquistado, estando o soberano presente, os distúrbios serão logo percebidos e rapidamente corrigidos. A segunda seria, de se estabelecer colônias em um ou dois lugares estratégicos na província, ou manter ali exército, mas o exercito consumira recursos da província, porémas colônias serão menos dispendioso, pois para isso é só retira algumas casas das pessoas que vivem neste local por ser uma pequena parte da população, em nada representarão perigo ao monarca. A grande maioria da população também não fará mal, temendo sofrerem tratamentos iguais aos que perderam suas casas. Ele acrescenta que é preciso tratar bem os homens ou então aniquilá-los. Eles se vingarão...
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