Teoria capitalista

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE BACABAL – CESB
DEPARTAMENTO E CURSO DE LETRAS
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA
PROFESSORA: MARIA LUIZA






CAPITALISMO






BACANAL – MA
2012
ELLEN CRISTINA S. SANTOS CÓD. 0117E123
ELIDA MAYARA DE SOUSA FARIAS CÓD. 0117E129
DAYANE DA COSTA SILVA CÓD. 0117E122
JESSICA CAROLINE DE JESUS CHAVES LACERDA CÓD.0117E118
LIANE RODRIGUES SANTOS CÓD. 0117E119
MARIA FERREIRA DE SOUSA FILHA CÓD. 0117E101
VANESSA GONÇALVES MIRANDA CÓD. 0117E125


CAPITALISMO

Trabalho apresentado a Profª. Maria Luiza no Departamento de Letras do Centro de Estudos Superiores de Bacabal – CESB da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, como parte da primeira nota na disciplina Sociologia.




BACABAL – MA
2012Teoria capitalista
Algumas pessoas enfatizam a propriedade privada de capital como sendo a essência do capitalismo, ou enfatizam a importância de um mercado livre como mecanismo para o movimento e acumulação de capital, já que um livre mercado é uma consequência lógica da propriedade privada. Karl Marx, que é o maior crítico do capitalismo, o observa através da dinâmica da luta de classes, incluindoaí a estrutura de estratificação de diferentes segmentos sociais, dando ênfase às relações entre proletariado (classe trabalhista) e burguesia (classe dominante).
Para ele, a diferença de poder econômico entre as classes é um pressuposto do sistema, ou seja, a classe dominante acumulará riquezas por meio da exploração do trabalho das classes operárias. Por outro lado, os economistas favoráveis aocapitalismo contestam que, num mercado livre, existem competição e concorrência constante entre todos os integrantes do sistema, e se eventualmente algum indivíduo recebe em troca do seu trabalho menos do que ele produz, ele facilmente poderá migrar para algum concorrente, já que este lucrará com o seu trabalho.
Além disso, mesmo que seja aceito que em alguns casos exista exploração do empregadopelo empregador, é muito provável que noutro sistema, que não seja o capitalista, por exemplo o socialista, onde o governo central dita as regras para todos, as pessoas sejam muito mais suscetíveis a exploração, isso, é claro, se nos basearmos apenas no modelo socialista autoritário implantado na antiga URSS, pois existem outros modelos de socialismo, modelos que preconizam a democracia direta ea autogestão, como foi mostrado nas experiências libertárias da Revolução Espanhola e da Revolução Ucraniana.
Hayek, ao descrever o capitalismo, aponta para o caráter auto-organizador das economias que não têm planejamento centralizado pelo governo. Muitos, como por exemplo Adam Smith, apontam para o que se acredita ser o valor dos indivíduos que buscam seus interesses próprios, que se opõe aotrabalho altruístico de servir o "bem comum". Karl Polanyi, figura importante no campo da antropologia econômica, defendeu que Smith, em sua época, estava descrevendo um período de organização da produção conjuntamente com o do comércio. Para Polanyi, o capitalismo é diferente do antigo mercantilismo por causa da comoditificação da terra, da mão-de-obra e da moeda e chegou à sua forma madura comoresultado dos problemas que surgiram quando sistemas de produção industrial necessitaram de investimentos em longo prazo e envolveram riscos correspondentes em um âmbito de comércio internacional.
Falando em termos históricos, a necessidade mais opressora desse novo sistema era o fornecimento assegurado de elementos à indústria - terra, maquinários e mão-de-obra - e essas necessidades é queculminaram com a mencionada comoditificação, não por um processo de atividade auto-organizadora, mas como resultado de uma intervenção do Estado deliberada e frequentemente forçada. A propósito, Marx afirma que o Estado é de fundamental importância para assegurar o funcionamento do sistema e os privilégios das classes dominantes, o que para seus seguidores seria uma refutação a tese de que o...
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