Sonho de amor

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  • Publicado : 16 de janeiro de 2013
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Brasil, região sudeste, Diamantina. Diamantina é um município do estado de Minas Gerais. Sua população estima-se em 45.884 habitantes. É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira e de Francisca da Silva de Oliveira, a famosa Chica da Silva.
Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI, Diamantina como toda região do atual estado deMinas Gerais, era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê. Diamantina surgiu no século XVIII devido à grande produção local de diamantes que eram explorados pela coroa portuguesa. Foi conhecida inicialmente como Arraial do Tijuco e Tejuco, palavras do idioma indígena.
A família Sánchez de Moncada, muito distinta e com forte influência na sociedade, tornava-se uma famíliafechada. Família muito pequena e conservadora, não perpetuaram muito sua espécie. Nos primeiros anos de estadia em Diamantina a família sofreu uma perda inestimada, a senhora Elizabeth. Um ser humano com o coração de anjo, pois, quem acredita em anjo esse era sem dúvida o de Helena.
A belíssima Helena é sua única filha, uma mulher de personalidade forte, de cabelos longos e encaracolados, olhosazulados e corpo escultural. A morte de sua mãe mexeu muito com a sua autoestima e até hoje se culpa por não salvá-la.
A magnifica Helena saiu do seu quarto cambaleante e entrou subitamente na ampla sala da mansão. Seus cabelos longos e encaracolados estavam soltos quando se depara com sua mãe estirada. Sua aparência era olhos fundos, a pele pálida e a respiração não era mais perceptível. Ao vê-la,Helena se assustou. Assombrado, seu pai Fernando, deixa cair o copo d’água das mãos e solta um grito.
- Helena! O que aconteceu com sua mãe? – Havia um tom desesperado em sua voz.
- Nunca mais incomodarei vocês. – A voz saiu frágil e pastosa, enquanto a senhora Elizabeth desfalecia nos braços da filha.
- Mãe! Mãe! Fale comigo! – clamava Helena com o coração palpitando, um nó na garganta e osemblante tenso. Tentou acordar a mãe do sono profundo do qual não parecia haver retorno.
Ao vê o desespero da filha Fernando pegou o celular, mas seus dedos mal conseguiam digitar os números. A angústia roubara-lhe a coordenação motora. Uma simples tarefa parecia dantesca.
Como Diamantina era muito afastado da cidade grande e não existia nenhum hospital por perto, a ambulância custaria a chegar.Momentos depois, sem esperanças, pois sua mãe não respondia seus chamados, a ambulância chega. Ao ver o médico e os enfermeiros, Helena bradou:
- Salvem minha mãe! – As lágrimas molharam todo o seu rosto. Chorando ela repetia:
- Não a deixem morrer. Por favor, não a deixem morrer…
O médico rapidamente auscultou o coração de Elizabeth. Descompassado, ele ainda batia. A ambulância seguiu célere para ohospital. Alguns momentos podem determinar os capítulos mais importantes de uma vida. Aqueles minutos tiveram um sabor eterno. O trajeto, que era pequeno, parecia interminável. O som da sirene, que sempre fora desconfortável, agora agredia os ouvidos de Helena. Ela queria acordar do pesadelo, mas a realidade era crua e angustiante.
A estrada que dava acesso à cidade grande era muito perigosa.Como Diamantina era uma cidade ainda a ser descoberta, seus únicos moradores eram os senhores e seus empregados. Em um determinado tráfego, por volta de 11h da manhã, dois homens ocupantes de um VW/Gol com placas NWD 1956, de Salvador batem com a ambulância. Tudo conspirava contra a família Sánchez de Moncada naquele dia. No momento da colisão o automóvel carregado com centenas de pacotes demaconha, bateu frontalmente com a ambulância, ao tentar uma ultrapassagem. Chovia muito no momento da colisão.
Tudo aconteceu tão rápido, uma tragédia. A ambulância transportava dona Elizabeth. Seu Fernando e Helena os acompanhava seguindo em outro carro. O motorista da ambulância conseguiu apesar dos danos no motor, evitar o capotamento e parar fora da pista em uma lavoura. Com fortes dores nas...
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