Sociologia

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 O existencialismo francês
 o existencialismo francês tornou-se muito popular (no Brasil mereceu até uma marchinha de carnaval: a “Chiquita bacana!”,composta por João de Barro, o Braguinha, e A. Ribeiro, em 1949).
Voltou a Heidegger de uma maneira curiosa. Aprisionado pelos alemães no campo de Trier, quando aFrança rendeu-se em 1940, um oficial perguntou-lhe o que ele desejava. Sartre respondeu-lhe “Heidegger”. Então seus captores deram-lhe toda a obra do filósofo queele então se dispôs a enfrentar.
O principal motivo da ampla difusão do existencialismo, tirando-se o clima propício dos anos do após-guerra, foi o fato deSartre saber propagá-lo de maneira clara, quase cartesiana [ exceção feita ao famoso ensaio filosófico dele L´Être et le Nean, o “Ser e o Nada”, de 1943,redigido ainda sob influência do espirito alemão, isto é, ilegível], como se deu com sua famosa conferência L´existencialisme est un humanisme (“O existencialismo éum humanismo”, de 1945), que tornou-se uma espécie de catecismo da sua filosofia.
Somou-se a isso o fato extraordinário dele dominar com arte outros gêneros,tais como o teatro, a novela, o conto e o ensaio literário ou político, quase sempre em tom polêmico, “de combate”. Os perfis biográficos que traçou depersonalidades artísticas (Tintoretto) e de outros filósofos e escritores (Nietzsche, Baudelaire, Mallarmé, Genet, Flaubert e Leconte de Lisle) eram soberbos, algunsdeles tornaram-se clássicos da crítica literária e cultural. Assim ele conseguiu atingir o que tinha como ambição ao começar escrever: ser Spinoza e Stendhal.
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